terça-feira, 27 de setembro de 2011

Bactérias podem transformar radiação em eletricidade

04/09/11

Pesquisadores da Universidade Estadual de Michigan (MSU, sigla em inglês), nos Estados Unidos, descobriram como algumas bactérias conseguem sobreviver em ambientes extremamente hostis – como regiões contaminadas com urânio – e limpar resíduos nucleares e outros metais tóxicos ao mesmo tempo em que geram eletricidade. Um artigo sobre o estudo foi publicado no periódico científico especializado Proceedings of the National Academy of Sciences(PNAS).

"Geobactérias são minúsculos micro-organismos que podem desempenhar um papel importante na limpeza de regiões do mundo contaminadas", diz Gemma Reguera, microbiologista da MSU. "A contaminação por urânio pode ocorrer em qualquer etapa da produção de combustível nuclear, e esse processo previne seguramente sua dispersão e o risco de exposição."

Embora pesquisadores soubessem que as geobactérias podem 'neutralizar' o urânio, pouco se sabia sobre o processo. Agora, a equipe da MSU descobriu que nanofios formados por proteínas ao redor dessas bactérias gerenciam a atividade elétrica durante a 'faxina'. "Nossas descobertas identificam claramente os nanofios como sendo os principais catalisadores para a redução do urânio", afirma Reguera.

Para chegar aos resultados, a equipe analisou um tipo de geobactéria chamada G. sulfurreducens em laboratório. Submetida a ambientes extremamente ruins, a bactéria resistiu e desenvolveu muitos nanofios ao seu redor. Os pesquisadores então concluíram que essas estruturas, aumentando de comprimento, formavam uma espécie de escudo. Com ele, poderiam remover ou adicionar elétrons de um material sem perigo.

http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/bacterias-podem-transformar-radiacao-em-eletricidade

Comentário: As bactérias conseguem se adaptar em muitos ambientes onde nenhum outro ser vivo consegue viver, como ambientes tóxicos e outros que geram eletricidade. Isso, pode-se dizer que é uma vantagem da vida das bactérias.

Aquecimento global acelera mortes por doença respiratória na Europa, diz estudo

27/09/11
Cientistas alertam que o número de mortes ligadas à mudança climática vai aumentar em vários países europeus nos próximos 60 anos. Os maiores prejudicados serão Bélgica, França, Espanha e Portugal, onde o número de mortes pode aumentar entre 10% e 14%. O novo estudo foi apresentado nesta terça-feira, no Congresso Anual da Sociedade Respiratória Europeia, em Amsterdam (Holanda).
A pesquisa mostra a análise de modelos climáticos frente às emissões de gases que aceleram o efeito estufa e seus efeitos nacamada de ozônio em quatro períodos: passado (1961-1990); situação atual (1990-2009); futuro próximo (2012-2050); e futuro distante (2041-2060). Os resultados revelaram que desde 1961, Bélgica, Irlanda, Holanda e Reino Unido tiveram o maior impacto em mortes relacionadas ao gás ozônio por causa da mudança do clima.
De acordo com os pesquisadores, o aumento de temperatura favorece a concentração de ozônio perto da superfície da Terra. Apesar de formar um escudo na alta atmosfera e proteger o planeta dos nocivos raios ultravioletas vindos do Sol, aqui na superfície o ozônio é um poluente oxidante prejudicial à saúde. O gás está ligado à hospitalização e mortes causadas por problemas com o sistema respiratório.
Os resultados da pesquisa preveem que nos próximos 50 anos o maior número de mortos será na Bélgica, Espanha e Portugal. Esses países deverão ter um aumento entre 10% e 14% no número de mortes causadas pela inalação do ozônio induzido pelas mudanças climáticas.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a mudança do clima que ocorre desde a década de 1970 já causou mais de 140.000 mortes anualmente até 2004. Além dos impactos no ar limpo, água potável e plantio de alimentos, as mudanças climáticas também a a malária e aquelas que causam diarreia são particularmente sensíveis à mudança do clima.
Os especialistas esperam que o estudo ajude a mudar as políticas de saúde pública para a mudança do clima. "A poluição aérea é a maior ameaça ambiental da Europa", disse Marc Decramer, presidente da Sociedade Respiratória da Europa. "Se não agirmos para reduzir os níveis de ozônio e outros poluentes, mais pessoas serão hospitalizadas, teremos mais gastos com remédios e perderemos milhões de dias de trabalho", alertou. "Pedimos a colaboração entre os profissionais de saúde e os políticos para proteger as populações vulneráveis dos efeitos danosos dos poluentes na atmosfera."


Comentário: Atualmente, o aquecimento global está prejudicando a vida de todos pois além de poluir o ar principalmente, ele mata os animais que moram em florestas, entre outras consequências.. E isso nunca vai mudar, pois as pessoas não se esforçam para melhorar o mundo que vivem!!

Raiz do problema da biodiversidade

19/09/11

Agência FAPESP – Florestas primárias são insubstituíveis para a manutenção da biodiversidade tropical, afirma um estudo divulgado no dia 14 no site da Nature e que será publicado em breve na edição impressa da revista.

O trabalho – uma matanálise de 138 estudos anteriores – destaca que a maior parte das formas de degradação florestal tem um efeito prejudicial enorme na biodiversidade tropical. Segundo o novo estudo, as florestas secundárias não são capazes de ocupar a lacuna deixada pelas antigas, que são fundamentais para a permanência de muitas espécies.

Florestas tropicais com pouca ou nenhuma intervenção humana estão diminuindo devido à conversão e degradação de atividades antrópicas e, em muitas regiões, têm sido substituídas por plantações, pastos ou florestas secundárias.

Luke Gibson, da Universidade Nacional de Cingapura, e colegas analisaram os diversos efeitos do uso da terra e da degradação local na biodiversidade de florestas tropicais. Um dos autores do estudo é Thomas Lovejoy, do John Heinz III Center for Science, Economics and Environment, nos Estados Unidos, e pesquisador associado do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

Os autores verificaram que a dimensão da perda de biodiversidade depende de fatores como região geográfica, grupos taxonômicos analisados, tipo de intervenção humana no local e da medida utilizada para calcular a própria perda.

“Alguns cientistas têm afirmado que as florestas tropicais degradadas são capazes de manter níveis elevados de biodiversidade, mas nosso estudo demonstra que isso raramente ocorre”, disse Gibson.

“Não há substituto para as florestas primárias. Todas as principais formas de intervenção [humana] invariavelmente reduzem a biodiversidade em florestas tropicais”, disse o pesquisador. Segundo ele, a proteção das florestas primárias deve ser uma das prioridades da conservação mundial.

http://biologias.com/noticias/1064/Raiz-do-problema-da-biodiversidade

Comentário: Hoje em dia, as florestas tropicais estão sendo desmatadas pelo homem, mas apesar do homem ter vantagem ao cortar uma árvore, a floresta tem desvantagem, pois com um ato repetitivamente desses, acaba deixando a floresta com fatores negativos, e o desmatamento acaba sendo muito maior!

Duas araras ameaçadas de extinção nascem em cativeiro

12/09/11

Paulo e Paula é o nome das duas ararinha-azul nascidas em cativeiro recentemente em anuncio feito pela Associação para Conservação de Papagaios Ameaçados (ACTP) localizada em Berlin, Alemanha. As araras nasceram há dois meses sendo resultado de um programa de reprodução para conservação espécies raras.
A ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) está criticamente em perigo e talvez até mesmo extinta em seu habitat original no Brasil. A instituição Al Wabra Wildlife Preservation do Sheikh Saoud Bin Mohammed Bin Ali Al Thani possui a maioria dos indíduos existentes e os outros indívuos estão distribuídos no zoológico de Sâo Paulo, Espanha e Alemanha. O tráfico internacional de animal de animais é um dos principais responsáveis pela sua extinção além da destruição do seu habitat e caça ilegal.
A ararinha-azul mede cerca de 56cm e pertence a ordem dos Psittaciformes (papagaios, periquitos, araras, etc.). Habitava áreas da caatinga seca, floresta ciliares abertas no Nordeste brasileiro na região do município de Curaçá, Bahia. Dada como extinta em 2000, um de seus espécimes voltou para o Brasil em 2002, onde vive em cativeiro no interior de São Paulo. A Arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari) e Arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus) são seus parentes mais próximo, pois pertencem ao mesmo gênero. Ambas possuem status de ameçada de extinção e apresentam projetos de conservação.

http://biologias.com/noticias/1058/Duas-araras-ameacadas-de-extincao-nascem-em-cativeiro

Comentário: As araras estão entrando em extinção, porém as pessoas não tem a consciência de que esses animais não tem culpa de nada pra estarem matando-os ou traficando, e com esse cruzamento das araras, é um meio melhor de evitar a extinção deles..