quinta-feira, 31 de março de 2011

Microalga se alimenta de CO2 e produz biopetróleo

31/03/2011

Uma grande quantidade de tubos de oito metros de altura, perto de Alicante, no leste da Espanha, macera o que pode ser o combustível do amanhã: biopetróleo produzido com as microalgas que se alimentam do anídrido carbônico lançado por uma fábrica vizinha. Cerca de 400 tubos de cor verde escura nos quais crescem milhões de microalgas estão localizados em uma planície dessa região espanhola, perto de um cemitério, que expele CO2 --um gás que é capturado e levado por meio de tubulações até a pequena fábrica de biopetróleo. Pesquisadores franceses e espanhóis da pequena empresa Bio Fuel Systems (BFS) desenvolvem há cinco anos este projeto, ainda experimental. Em um momento em que os industriais buscam soluções criativas como alternativas para o petróleo, a ideia é reproduzir e acelerar um processo que durou milhões de anos e permitiu a produção de petróleo fóssil. "Tentamos simular as condições que havia há milhões de anos, quando o fitoplâncton transformou-se em petróleo. Dessa forma, obtivemos um petróleo equivalente ao petróleo atual", explica o engenheiro Eloy Chapuli. As microalgas, procedentes de uma dezena de cepas mantidas em segredo, foram recolhidas do mar Mediterrâneo e do oceano Atlântico. Nos tubos, reproduzem-se em grande velocidade, desdobrando-se diariamente por fotossíntese e graças ao CO2 emitido pelo cemitério. Todos os dias, uma parte desse líquido muito concentrado é extraída e filtrada, permitindo a obtenção de uma biomassa que produzirá petróleo. A água restante volta a ser introduzida nos tubos. Para seus inventores, a outra grande vantagem desse sistema é que ajuda a acabar com a contaminação: absorve CO2 que, de outra forma acabaria na atmosfera. "É um petróleo ecológico", assegura o presidente e fundador da BFS, o engenheiro francês Bernard Stroïazzo-Mougin, que trabalhou em campos petrolíferos no Oriente Médio antes de se instalar na Espanha. A fábrica de Alicante ainda tem mais de laboratório do que de fábrica. "Ainda precisaremos de cinco a dez anos mais para passar a uma produção industrial", assegura Stroïazzo-Mougin, que espera poder desenvolver no curto prazo um primeiro projeto em grande escala no sul da Espanha e outro na ilha portuguesa de Madeira. "Uma unidade de cerca de 50 km por 50 km, o que não é algo muito grande nas zonas desérticas do sul da Espanha, poderia produzir em torno de 1,25 milhão de barris diários", ou seja, quase tanto como as exportações cotidianas de petróleo iraquiano, afirma o engenheiro. A BFS, uma empresa de capital privado, busca agora negociar com "vários países para que patrocinem a instalação de campos petrolíferos artificiais", explica seu presidente. A empresa assegura que poderá vender seus barris a um preço competitivo, apoiando-se na venda de produtos derivados, como ácidos graxos do tipo ômega 3 obtidos a partir da biomassa. Outros projetos semelhantes estão sendo estudados em outras regiões do mundo. Na Alemanha, o grupo estatal sueco de energia Vattenfall lançou em 2010 um projeto de absorção por meio de algas do dióxido de carbono emitido pelas centrais que funcionam com carvão. O gigante americano do petróleo ExxonMobil previu um investimento de até US$ 600 milhões em pesquisas destinadas a produzir petróleo a partir de algas. Os industriais, particularmente no âmbito aeronáutico, estão interessados nessas pesquisas, nas quais esperam encontrar soluções para substituir o petróleo clássico, cada vez mais escasso e cujos preços são variáveis.

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/896437-microalga-se-alimenta-de-co2-e-produz-biopetroleo.shtml

Comentário: Hoje em dia, muitas algas produzem alimentos para si próprias, porém, nenhuma ja produziu biopetróleo antes, mas se ela alimenta-se de CO2, é provável que produzirá "algo novo". Assim, os pesquisadores conseguem investir nessas algas, pois biopetróleo é raro em certos paises...

quarta-feira, 30 de março de 2011

Ouro e petróleo em forte elevação

08/03/2011 - Correio do Povo, página 5

Nova York - Os preços do petróleo atingiram ontem o maior nível em dois anos e meio, e os do ouro bateram recorde em meio a temores de que a crise na Libia se espalhe para outros países produtores da região. Nos EUA, o preço do barril de petróleo do tipo leve aumentou 1,95 dólar, chegando a 106,95 dólares o barril, o maior valor nos últimos dois anos e meio.
Já o petróleo tipo Brent, negociado em Londres, teve uma alta de 1,92 dólar e 117,89 dólares o barril, próximo ao recorde de 119,79 dólares.
A perspectiva de disturbios em paises produtores de petróleo levaram os investidores a optar por ativos de baixo risco. Os preços de ouro atingiram o valor recorde de 1.444,40 dólares a onça, enquanto a prata subiu 36,52 a onça, o valor mais elevado desde o inicio dos anos 1980.

Comentário: A crise nos paises do oriente medio provoca uma mudança de comportamento dos investidores que preferem comprar ouro por exemplo, o que gera aumento dos preços.

terça-feira, 29 de março de 2011

Mecanismo molecular da fecundação

21/03/11

Um mecanismo molecular que ajuda o espermatozoide humano a detectar e chegar até os óvulos está descrito em dois artigos publicados nesta quinta-feira (17/3) no site da revista Nature. De acordo com a publicação científica, as pesquisas destacam o papel de um inusitado canal de íons e poderá ajudar no desenvolvimento de novas classes de anticoncepcionais não hormonais. Os estudos independentes foram conduzidos pelo grupo de Yuriy Kirichok, na Universidade da Califórnia em San Francisco, Estados Unidos, e por Benjamin Kaupp, do Center of Advanced European Studies and Research, e colegas. Células do cúmulos (que envolvem os óvulos) liberam progesterona, que induz o influxo de íons de Ca2+ (cálcio) nos espermatozoides. A progesterona é um hormônio esteróide produzido, a partir da puberdade, pelo corpo lúteo (que também libera estrógeno) e pela placenta durante a gravidez. O influxo de íons de Ca2+ leva a um aumento na atividade dos espermatozoides e estimula o movimento da célula reprodutiva masculina em direção ao óvulo. Os novos estudos ajudam a esclarecer os mecanismos desse processo. Os dois grupos demonstraram que a progesterona ativa um canal de cálcio sensitivo ao pH chamado CatSper, o que causa um rápido influxo de íons de cálcio nos espermatozoides. Como outros hormônios esteroides, a progesterona atua normalmente por meio de um receptor intracelular, mas as novas pesquisas destacam que, nos espermatozoides, o hormônio feminino pode sinalizar por meio de um mecanismo não genômico. Se a ativação do CatSper é o único efeito da progesterona na sinalização de Ca2+ é algo que futuras pesquisas poderão esclarecer.

http://biologias.com/noticias/894/Mecanismo-molecular-da-fecundacao

Comentário: O estudo aponta para a descoberta essencial que possibilita novas formas de produzir outras classes de anticoncepcionais menos agressivos ao organismo e possivelmente mais eficientes porque poderá agir de forma natural nos orgãos reprodutivos.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Células que gostam de doce

15/03/11

Quem não pode viver sem doces acaba de arrumar um novo culpado. Um grupo de cientistas de instituições nos Estados Unidos descobriu que células que atuam na sensação de gosto têm detectores de açúcar a mais do que se estimava. O novo estudo amplia o conhecimento a respeito de como as células sensoriais identificam açúcares, o que representa um importante passo para o desenvolvimento de estratégias que limitem o consumo excessivo de açúcar e problemas consequentes como diabetes e obesidade. “Identificar a doçura de açúcares na nutrição é uma das tarefas mais importantes das células ligadas ao gosto. Muitos ingerem açúcar em demasia e, para que possamos limitar o consumo excessivo, precisamos compreender melhor como uma célula sensorial identifica que algo é doce”, disse Robert Margolskee, do Monell Chemical Senses Center, na Filadélfia, um dos autores do estudo. Sabe-se que o receptor T1r2+T1r3 representa o mecanismo básico que permite às células sensoriais detectar muitos dos componentes doces, incluindo açúcares como a glicose e a sacarose e adoçantes artificiais do tipo aspartame ou sacarina. Entretanto, alguns aspectos do gosto doce não podem ser explicados pelo receptor T1r2+T1r3. Por exemplo, embora o receptor contenha duas subunidades que devem estar juntas para que seu funcionamento seja correto, o grupo de Margolskee observou em estudo anterior que camundongos modificados geneticamente para não contar com a subunidade T1r3 ainda eram capazes de identificar a glicose e outros açúcares normalmente. Receptores de açúcares no intestino são importantes para que os açúcares ingeridos na dieta sejam detectados e absorvidos. Sensores metabólicos no pâncreas também são fundamentais para regular os níveis de glicose no sangue. Levando isso em consideração, o grupo usou técnicas celulares e moleculares avançadas para verificar se esses mesmos sensores estariam presentes nas células de gosto. Os resultados, que serão publicados esta semana no site e em breve na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences, indicam que diversos receptores de açúcares, tanto do intestino como do pâncreas, também estavam presentes nas mesmas células sensoriais que contavam com o receptor T1r2+T1r3. O grupo pretende realizar estudos para tentar entender as complexas conexões entre células ligadas ao gosto e aos sistemas digestivo e endócrino.

http://biologias.com/noticias/887/Celulas-que-gostam-de-doce

Comentário: As células sensoriais que identificam os açúcares passo a passo, desenvolviem novas "defesas" para a diabete e obesidade, pois elas conseguem identificar o doce nos alimentos, tornando-se uma das tarefas mais importante das células ligada o gosto, diminuindo as doenças.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Semente extraterrestre da vida

02/03/11

Agência FAPESP – A vida na Terra teve origem fora dela? Um grupo de pesquisadores dos Estados Unidos descobriu evidência da emissão, por meteorito primitivo, de nitrogênio, elemento químico fundamental encontrado em todos os organismos terrestres. Sandra Pizzarello, da Universidade do Estado do Arizona, e colegas analisaram um meteorito que contém carbono e foi encontrado na Antártica. O estudo será publicado esta semana no site e em breve na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences. Para determinar a composição molecular de compostos insolúveis encontrados no meteorito, o grupo coletou amostras que foram tratadas com água em altas temperatura e pressão. A massa dos componentes resultantes foi analisada e os cientistas verificaram que emitia amônia (NH4) – um precursor importante para moléculas biológicas complexas, como aminoácidos e DNA – na água em torno. Os pesquisadores analisaram os átomos de nitrogênio na amônia e determinaram que os isótopos atômicos não se encaixavam com os encontrados atualmente na Terra, descartando a possibilidade de que a amônia pudesse ter resultado de contaminação durante o experimento. Estudos têm tentado sem sucesso identificar a origem da amônia responsável por desencadear a formação das primeiras biomoléculas na Terra. A nova pesquisa sugere que meteoritos, que carregam com eles registros da química nos primórdios do Sistema Solar, podem ter semeado a Terra com os precursores moleculares da vida.

http://biologias.com/noticias/883/Semente-extraterrestre-da-vida

Comentário: Cientistas supõem que a vida na Terra surgiu através de meteoritos compostos de amônia (NH4), e através disso fizeram vários experimentos, porém todos não tiveram sucesso ao tentar identificar a origem da amônia responsável por transmitir a formação das biomoléculas na Terra.