quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Cientistas identificam proteína que torna a ricina letal

30/11/11

Viena, 30 nov (EFE).- Um grupo de pesquisadores austríacos conseguiu identificar a proteína que torna letal a ricina, uma toxina utilizada como arma biológica, informou o Instituto de Biotecnologia Molecular da Áustria (IMBA).

Até agora não existe antídoto contra esta toxina, mas a identificação da proteína Gpr107 nas células das vítimas, imprescindível para que esta toxina tenha efeito mortal, é um grande passo para desenvolvê-lo, explicou em comunicado o IMBA.

Ulrich Elling, pesquisador cujos experimentos descobriram essa proteína, considera que não levará muito tempo para criar um antídoto.

O cientista utilizou uma nova tecnologia que permite manter em um curto espaço de tempo mutações no genoma de mamíferos e acredita que será revolucionária no mundo da biotecnologia. Dessa maneira, Elling pôde reproduzir milhões de mutações genéticas em células-tronco de roedores e descobrir a proteína.

Além disso, os pesquisadores lembram que, a partir desta toxina que pode ser obtida das sementes da mamona, alguns grupos terroristas, como a Al Qaeda, tinham mostrado interesse em utilizá-la como arma para atacar shoppings e transportes públicos.

Segundo os especialistas, um grama de ricina pode matar 36 mil pessoas, e é considerada 500 vezes mais potente que o veneno da cobra e 1,5 mil vezes mais letal que o cianureto.

Um dos casos mais conhecidos de envenenamento com ricina foi o assassinato, em 1978, do dissidente búlgaro Georgi Markov, de 49 anos, na ponte de Waterloo de Londres. Markov morreu três dias depois de ter sido atigindo pela ponta envenenada do guarda-chuva de um desconhecido em um ponto de ônibus. EFE

http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/cientistas-identificam-proteina-que-torna-a-ricina-letal

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Hormônios fazem mulher que trabalha à noite ganhar peso

21/11/11

Estudo revela que a grelina e a xenina atuam de maneira desregulada no hipotálamo Um estudo da linha de pesquisa da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) que avalia hormônios que regulam o apetite, coordenada pelo endocrinologista Bruno Geloneze, apontou responsabilidade da grelina e da xenina, hormônios recém-descobertos, para o ganho de peso das trabalhadoras do turno da noite, indo contra o senso comum de que engordam porque trabalham muito ou por conta do estresse. Esses hormônios atuam de forma desregulada no hipotálamo (parte do cérebro que modula a fome e a saciedade) alterando o padrão de apetite dessas pessoas, que passam a consumir alimentos mais vezes e menos saudáveis. As consequências, além do ganho de peso, é que essas mulheres poderão ficar inclusive mais predispostas a desenvolver a indesejada síndrome metabólica, que promove em seus portadores problemas como hipertensão arterial, dislipidemia, diabetes e obesidade. A fisioterapeuta Daniela Schiavo, autora da pesquisa, comparou mecanismos de fome e saciedade de 12 mulheres que trabalham no turno normal do setor de limpeza do Hospital de Clínicas da Unicamp e 12 mulheres que atuam no turno da noite. Segundo ela, vários trabalhos na literatura indicam que as trabalhadoras do turno da noite têm maior ganho de peso que mulheres que têm a mesma função e trabalham de dia. Isso já está estabelecido mundialmente em grandes casuísticas, diz. O que pouco se sabe são os motivos que levam a esse ganho de peso e os mecanismos determinantes para o comportamento relacionado à fome e à saciedade. O senso comum diz “trabalhar à noite aumenta o estresse e faz as pessoas comerem de maneira errada”. Diz mais: “depois que a obesidade se instala, é difícil as pessoas retomarem o peso original”. “Então também estudamos pessoas que não tinham obesidade ainda. Apesar de a gente ter feito um pareamento para idade, sexo, peso e atividade física, essas mulheres que trabalhavam à noite já apresentavam mais adiposidade abdominal, talvez sim ligado ao estresse da atividade”, expõe Geloneze. No estudo, foi dosado o cortisol, o hormônio do estresse. A despeito da casuística ter sido pequena, segundo ele, foram tomados cuidados essenciais a uma pesquisa científica: só foram escolhidas mulheres, funcionárias do setor de limpeza de um mesmo lugar e que exerciam o mesmo tipo de função e na faixa etária entre 25 e 45 anos (em idade reprodutiva portanto, sem o viés da menopausa). Tinham ainda o mesmo padrão de atividade física. Não eram sedentárias, a se ver pelo seu trabalho (que não é leve), contudo não têm atividades programadas como frequentar uma academia, por impedimentos socioeconômicos e culturais. Além disso, elas tinham o mesmo Índice de Massa Corporal (IMC), em torno de 26,5 (o índice fica entre 25 e 30), com um leve sobrepeso, mas que não é obesidade e nem tampouco um peso normal. Corresponde a um IMC médio da população brasileira, afirma Geloneze. Pessoas trabalhadoras noturnas há mais de um ano, que ainda não tinham um ganho de peso relevante, foram entrevistadas para se conhecer o seu comportamento alimentar: como era a sua sensação de fome e de saciedade. O estudo apurou que elas sentiam dificuldade em reconhecer a fome ou a saciedade. Como é possível saber isso? Hormônios Quando chega o horário em que a mulher habitualmente come, ela se lembra disso e recebe um insight: ‘você está com fome’. Nesse momento, ela em geral aponta para o estômago ou sente que ele está ‘sinalizando’ que é hora de comer. É o pico da grelina, produzida ciclicamente pelo estômago com um pico meia hora antes da refeição e uma redução acentuada 30 minutos a uma hora depois. “O pico de grelina desencadeia a hora de comer e, na hora que está com a sensação de saciação, ele fica com um nível mais baixo.” Além da grelina, há a xenina, outro hormônio estomacal. No mesmo momento em que a grelina bate lá em cima (o pico pré-prandial, antes da refeição), a xenina bate lá embaixo. Quando a grelina cai após a refeição, a xenina sobe. Fazem oposição e, assim, mantêm um certo equilíbrio. Junto ao pico pré-prandial da grelina, ocorre um ponto mais baixo ainda, tecnicamente chamado nadir, quando se produzem hormônios opositores à grelina – o GLP1, o PYY3-36 e a oxintomodulina. Eles são formados no intestino e caem um pouco antes da refeição, subindo depois dela. Na verdade, esses hormônios fazem a saciação, aquela sensação de que a fome passou, de plenitude gástrica, que acontece após a refeição. Outro mecanismo, o da saciedade, é aquela sensação que a pessoa tem de não estar com fome entre as refeições, por volta das 10 horas, após o café da manhã, e das 15 horas, após o almoço. Neste momento não há mais a sensação de plenitude, mas ainda a fome não apareceu. É a fisiologia normal desempenhada pelo hormônio leptina que estava igual nos dois grupos de mulheres estudadas”, define o médico. Testes As mulheres estudadas foram ao Laboratório de Investigação, Metabolismo e Diabetes (Limed), localizado no Gastrocentro, para se submeter a um teste de refeição padrão mundialmente aceito. Este teste consistiu em ingerir uma barra de cereal e um copo de suco. Fizeram uma refeição balanceada com carboidrato, gordura e proteína, totalizando 515 calorias. As mulheres que trabalham no turno normal ficaram uma hora em repouso no Limed esperando a hora de comer, às 8 horas, que coincidiu com o momento em que tomam o café da manhã. O que Daniela Schiavo observou é que elas tiveram um pico de grelina pré-prandial na hora de comer e uma queda da grelina após a refeição. A xenina caiu antes da refeição e subiu após dela. O GLP1, o PYY3-36 e a oxintomodulina não apresentaram queda acentuada, mas subiram após a refeição. O comportamento com as trabalhadoras noturnas foi outro. Em sua rotina, elas tomam o café da manhã mesmo quando não estão trabalhando. “Nós as pegamos num dia de folga, para não terem o efeito do estresse de não ter dormido”, comenta Geloneze. No dia em que trabalham, ao cumprirem o turno, elas também tomam o café da manhã às 8 horas. Logo, elas chegaram ao Limed e comeram como sempre. Agora vem a parte ‘charmosa’, anuncia o especialista. A grelina dessas mulheres antes da refeição sobe um pouco e conseguem desencadear o mecanismo de ‘comer’. Ocorre que, no pós-refeição, a grelina não cai e elas não têm a queda fisiológica da saciação. Os hormônios intestinais GLP1, PYY3-36 e oxintomodulina se comportaram igualmente nas pessoas que trabalham de dia, já a xenina caiu antes da refeição e subiu muito menos após a refeição. Resumindo: a regulação de xenina e grelina antes da refeição está parcialmente mantida, mas o efeito de elevar xenina pós-refeição e cair grelina, muito importantes à saciação, estava sobremodo desregulado. Essa pode ser a causa do fenômeno de perda do ritmo biológico e da sensação de fome, saciedade e provavelmente por uma alimentação que passa a ser irregular, contribuindo para um aumento de calorias com o tempo. A pessoa que não tem saciação, come pouco. Daqui a pouco come mais uma vez e come de novo. Dificilmente faz uma refeição com verduras, legumes, arroz, feijão e carne, alimentos de qualidade e de baixa caloria. O pior, conta o endocrinologista, é que as trabalhadoras noturnas são tratadas como as que ganharam peso por outros motivos. Talvez as mulheres não ingiram uma quantidade maior de alimento, todavia qualitativamente têm mais facilidade para fazer alimentação rápida, informa Geloneze. O que vem a se somar a isso é a mudança do ritmo biológico, determinada pelo horário da refeição, que leva a uma mudança dos hormônios do estômago, o qual produz a grelina. Esta foi descoberta em 2001. Acreditava-se que os mecanismos de saciação eram determinados apenas pelos hormônios intestinais GLP1, PYY3-36 e oxintomodulina. Não se conhecia a xenina. À Unicamp coube o mérito do primeiro trabalho científico da literatura comprovando que a grelina após a cirurgia bariátrica em diabéticos não sobe após o emagrecimento. Em pessoas que emagrecem, ela sobe. Isso ajuda a explicar o porquê depois que as pessoas passam por uma cirurgia bariátrica não têm tanta fome, mesmo tendo emagrecido. Qualquer pessoa que faça regime tem mais fome. Este foi um dos trabalhos pioneiros da Unicamp, de 2003. O segundo grupo, da Universidade de Washington, Seatlle, apresentou a cirurgia de forma inédita a pacientes não diabéticos. Posteriormente, um aluno de mestrado que desenvolvia pesquisa no Limed ficou um tempo naquela Universidade. Dessa interação, surgiram trabalhos cooperativos e, no mesmo ano, a Unicamp publicou um trabalho da cirurgia para diabéticos. “No caso das trabalhadoras noturnas, descobrimos a desregulação dos hormônios gastrointestinais, mas especificamente gástricos – do tubo digestivo ao órgão endócrino. Mas estamos dizendo aqui que a parte do tubo digestivo, o estômago endócrino, está desregulado. Raramente se imagina o descompasso de um hormônio que está determinando fome e saciação. Foi o que descrevemos”, declara o médico. Estudos envolvem milhares de pessoas No Limed, há três linhas de trabalho em andamento hoje, cujos acrônimos são Brams (Brazilian Metabolic Syndrome Study), Brains (Brazilian Incretin Study) e Baros (que deu origem ao termo bariátrica). O Brams, dividido em dois braços principais, é um grande estudo que está sendo feito com sete mil pacientes para avaliar a relação entre obesidade, distribuição de gordura corporal, citocinas inflamatórias, resistência à insulina e produção de insulina. É uma investigação multicêntrica financiada pelo CNPq e coordenada por Geloneze. Atualmente é conduzida em Campinas, Itu, Fortaleza e Natal. O trabalho, já na metade, conta com quatro mil pacientes. Outro braço é o Brams Pediátrico, que reunirá 1.000 crianças e adolescentes que serão estudados quanto aos mesmos aspectos que compõem a síndrome metabólica (dislipidemia, hipertensão, diabetes e adiposidade central, produção de citocinas inflamatórias pelo tecido adiposo e resistência à insulina por testes dinâmicos). Os dois formam o primeiro estudo. O segundo chama-se Brains (Brazilian Incretin Study) e estuda os hormônios gastrointestinais que modulam a produção de insulina. É um guarda-chuva da linha de pesquisa que analisa hormônios gastrointestinais. “Estamos estudando vários modelos. Um deles é esse das trabalhadoras noturnas”, comenta Geloneze. O terceiro estudo, o Baros, analisa os mecanismos fisiológicos e fisiopatológicos da cirurgia bariátrica, e várias técnicas e situações (com diabéticos, não diabéticos, insuficiência renal ou não). A perspectiva é que, com o desenvolvimento de fármacos focados em mecanismos, o tratamento interferirá na grelina suprimindo a produção pós-prandial e, ao mesmo tempo, utilizará algum medicamento para aumentar a xenina pós-refeição. Com isso, recuperaria-se o padrão fisiológico, com repercussões na perda do peso.

http://biologias.com/noticias/1113/Hormonios-fazem-mulher-que-trabalha-a-noite-ganhar-peso

Para ciência e mercado, transgênicos são irreversíveis e estão chegando à segunda geração

15/11/11

Brasília – Passados mais de 30 anos da modificação da bactéria Escherichia coli para produção de insulina e 16 anos do anúncio da soja transgênica, o mercado e a ciência ampliam o uso dos organismos geneticamente modificado (OGMs) e avaliam que uma nova geração de transgênicos está surgindo. A promessa da engenharia genética é a de que a tecnologia aumente o número de vacinas, enriqueça os alimentos e diminua o impacto ambiental no campo e nas cidades. Segundo a Sociedade Brasileira de Genética (SBG), com a transgenia é possível, por exemplo, fabricar sabão com bactérias geneticamente modificadas e ter um produto menos poluente que retira apenas a gordura da roupa sem desgastar o tecido. Outro exemplo está na a indústria têxtil que agora com um algodão geneticamente modificado pode fabricar o jeans desbotado sem utilizar o ácido que provocava o efeito stonewashing, mas contaminava o meio ambiente. No Japão, cientistas estudam a aplicação dos genes das aranhas relativos à produção de teias em bichos-da-seda, para que a indústria possa fabricar meia-calça mais resistente e mais flexível. Conquistas como essas fazem da transgenia “um processo irreversível”, segundo o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner. Ele avalia que há uma demanda crescente nas lavouras por OGMs, o que tem possibilitado aumento de renda dos produtores. Em sua opinião, além do mercado, a sociedade se beneficia com a tecnologia. Segundo ele, a nova geração de alimentos transgênicos terá a adição de vitaminas, sais minerais e ômega 3. Marcio de Castro Silva Filho, do Departamento de Genética da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP), confirma que esses produtos devem chegar ao mercado até o final da década. Ele acredita que o barateamento da tecnologia alimenta o progresso. “Quem imaginaria que hoje está se determinando a sequência do genoma de uma espécie de planta com o custo na ordem de milhares de dólares, sendo que há poucos anos o custo era na casa de bilhões de dólares?”. O pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Francisco Aragão, um dos responsáveis pela primeira semente de feijão transgênico, acrescenta que “já há estudos de biossegurança para o desenvolvimento de espécies de feijão e de soja que necessitam de menos água no cultivo”. Segundo ele, também está em desenvolvimento uma espécie de alface enriquecida com ácido fólico, prescrito pelos médicos para o pré-natal para evitar a anemia. Além desses produtos, o presidente da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), Edilson Paiva, lembra que já foram aprovados na comissão o uso do microrganismo que transforma a sacarose da cana-de-açúcar em biodesel e a alteração genética do Aedes aegypti para que o seu descendente não consiga se reproduzir. Ele vislumbra que a nova geração de transgênicos utilizará plantas para produzir hormônio de crescimento, fatores de coagulação e até antígenos contra o câncer. “Nós estamos vendo somente a ponta do iceberg. Nós vamos ter que manter a mente e o coração abertos porque vamos ter que mudar vários conceitos e tabus que nós temos”, diz Paiva. Marcio de Castro Silva Filho, da Esalq, concorda e aponta que “houve um notável avanço tanto na descoberta de novas informações, como também no uso de instrumentos e desenvolvimento de equipamentos que permitiram uma série de possibilidades que eram inimagináveis em um cenário de 20 anos atrás”. Segundo a CTNBio, 29 países plantam sementes transgênicas em uma área acumulada em 15 anos de 1 bilhão de hectares (maior que a China). No ano passado, a área plantada em todo mundo foi 150 milhões de hectares. As lavouras foram trabalhadas por 14,4 milhões de agricultores, nove de cada dez envolvidos eram agricultores familiares.

http://biologias.com/noticias/1111/Para-ciencia-e-mercado-transgenicos-sao-irreversiveis-e-estao-chegando-a-segunda-geracao

Novas síndromes genéticas

11/11/11

Agência FAPESP – Nos últimos 14 anos, um novo grupo de doenças hereditárias raras começou a ser identificado em diferentes partes do mundo. São causadas por deficiências genéticas da imunidade inata e, se não forem diagnosticadas precocemente e tratadas de forma adequada, podem levar a complicações graves de saúde. Para estudar a prevalência e melhorar a capacidade de diagnóstico no Brasil dessas novas doenças, chamadas síndromes autoinflamatórias hereditárias, um grupo de pesquisadores de diferentes instituições no país e nos Estados Unidos realizou, nos últimos três anos, um estudo de abrangência nacional. Os resultados da pesquisa serão apresentados no Encontro Científico Anual do Colégio Americano de Reumatologia (ACR, na sigla em inglês), que ocorre até 9 de novembro em Chicago, nos Estados Unidos. Realizado com apoio da FAPESP e das sociedades brasileiras de Pediatria e Reumatologia, o projeto teve a participação de pesquisadores das universidades de São Paulo (USP), Estadual de Campinas, do Estado do Rio de Janeiro, das federais de São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Pernambuco e do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID), nos Estados Unidos. Por meio da pesquisa foram identificados 103 pacientes no Brasil, entre adultos e crianças, com suspeita clínica de serem portadores de uma das cinco síndromes inflamatórias mais prevalentes no mundo: febre familiar do Mediterrâneo; criopirinopatias; artrite granulomatosa pediátrica; hiperimunoglobulinemia D ou deficiência de mevalatoquinase; e síndrome periódica associada ao receptor do fator de necrose tumoral. Entre esses 103 pacientes, os pesquisadores identificaram e sequenciaram os genes relacionados a essas cinco síndromes em cerca de um terço deles. “Como essas síndromes são muito parecidas – os sintomas são iguais e também podem existir outras novas doenças semelhantes a elas – não foram identificados e sequenciados os genes das doenças apresentadas por cerca de dois terços dos pacientes”, disse Clovis Artur Almeida da Silva, professor da USP e coordenador do projeto, à Agência FAPESP. O objetivo agora é dar continuidade à identificação e ao sequenciamento genético desses pacientes, de modo a aprimorar a capacidade de diagnóstico dessas doenças, para as quais estão surgindo novos tratamentos. “Ainda não temos condições de avaliar todos os pacientes portadores dessas doenças, cujo tratamento é específico para cada uma delas”, afirmou. Caracterizadas por febre periódica e sintomas inflamatórios sistêmicos recorrentes, como artrite, dores abdominais, manchas na pele e inflamações oculares e do sistema nervoso central, entre outras, essas doenças estão sendo diagnosticadas em todo o mundo. Entretanto, já se sabe que afetam, principalmente, populações do Mediterrâneo, como turcos, armênios, judeus sefarditas (originários de países ibéricos) e árabes, devido à consanguinidade. “São muito comuns os casamentos entre parentes nessas populações. Como essas doenças são hereditárias e têm heranças distintas, elas acabam acometendo um maior número de pessoas nessas regiões geográficas”, explicou Silva. Em algumas dessas regiões, a prevalência de casos das doenças varia de 1 para 200 a de 1 para 1.000 pessoas. DIRA No Brasil, ainda não se sabe exatamente qual a prevalência. “Apresentamos os resultados da pesquisa inicial no Congresso Brasileiro de Reumatologia Pediátrica, que ocorreu no início de outubro em Salvador, e diversos pesquisadores têm nos enviado e-mails relatando que têm pacientes com sintomas parecidos com os dessas doenças. À medida que elas forem mais divulgadas no Brasil, surgirão outros novos casos”, disse. Para identificar casos das doenças no Brasil, foram coletadas amostras de soro sanguíneo de casos clínicos, com maior predominância da região Sudeste e a ausência da região Norte, onde não foi registrado nenhum paciente portador dessas doenças. Entre os casos clínicos levantados, foram identificados os de duas crianças que apresentavam inflamações cutâneas, como psoríase e manchas na pele, e osteomielite não infecciosa. Os pesquisadores estimavam que as crianças eram portadoras de uma síndrome inflamatória já identificada. Ao enviar os genes delas para serem sequenciados por outro pesquisador no Qatar, nos Emirados Árabes, o grupo brasileiro descobriu uma nova síndrome na população brasileira, batizada de DIRA. A descoberta será publicada em uma das próximas edições da revista Arthritis & Rheumatism, do Colégio Americano de Reumatologia.

http://biologias.com/noticias/1107/Novas-sindromes-geneticas

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Há outra forma de estudar DNA, RNA e proteínas

31/10/11

Equipe que cria novo método envolve investigadores da Universidade do Porto

Agostinho Antunes e Guillermin Aguero-Chapin, do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental, Universidade do Porto, desenvolveram com uma equipe de oito cientistas internacionais uma nova metodologia para o estudo de Biopolímeros.

O estudo de Biopolímeros é importante para “poder estudar genes e proteínas que apresentem uma elevada divergência sequencial e incluir na análise simultaneamente a informação da sequência e estrutura dos genes”, explica Agostinho Antunes ao Ciência Hoje.

Os métodos clássicos de alinhamento de sequências de nucleótidos e aminoácidos são "pouco efectivos" para o estudo de genes e proteínas que apresentem uma elevada divergência sequencial. Esse é o caso, por exemplo, da classe de genes ITS2 (internal transcribed spacer 2) nos seres vivos com células eucarióticas, ou seja, com um núcleo celular rodeado por uma membrana (DNA compartimentado e consequentemente separado do citoplasma).

Na investigação, publicada recentemente na revista internacional Plos One, foi desenvolvida uma metodologia baseada em índices topológicos que sintetizaram a informação da sequência e estrutura dos genes ITS2.

Esta nova metodologia “pode ser aplicada em estudos de genes/proteínas envolvidos em doenças genéticas, estudo de genes/proteínas de agentes infecciosos ou de organismos produtores de compostos bioactivos” e vai permitir a “utilização de informação sequencial e estrutural de biopolímeros em simultâneo”, afirma o geneticista.

Na prática, “pode ser facilmente aplicada através de um software desenvolvido por nós e de livre acesso”, acrescenta.


http://biologias.com/noticias/1101/Ha-outra-forma-de-estudar-DNA-RNA-e-proteinas


Comentário: Os cientistas, pesquisam sobre o material genético dos corpos, e podem levar um tempão para isso, principalmente quando possui um agente infeccioso nas células, e com essa outra forma de estudo, melhora o trabalho esforçado dos cientistas.

domingo, 30 de outubro de 2011

Evento debate proteção de espécies ameaçadas de extinção

16/10/11

A Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle promoveu o seminário “Colóquio sobre Proteção de Espécies Ameaçadas de Extinção”, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, o Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Instituto O Direito por um Planeta Verde, o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) e a União Internacional para Conservação da Natureza (UICN). O evento, ocorrido no dia 14 de outubro, no Senado Federal, reuniu renomados especialistas nacionais e internacionais, em que se discutiu sobre diversos modelos jurídicos de proteção das espécies, além de assuntos como compromissos internacionais assumidos pelo Brasil e o papel das unidades de conservação no desenvolvimento sustentável.

http://biologias.com/noticias/1088/Evento-debate-protecao-de-especies-ameacadas-de-extincao

Comentário: Atualmente, muitos animais estão extintos, porém quase ninguém se importa com esses problemas, e principalmente os caçadores pegam animais que ja estão ameaçados, e matam-os.

Descobertas novas jazidas de dinossauros

05/10/11

Potencial de património paleontológico por explorar em Torres de Vedras Três novas jazidas de dinossauros de dimensões significativas foram descobertas em Torres Vedras, vindo assim a comprovar o potencial de património paleontológico por explorar naquele concelho, anunciaram hoje os investigadores da Associação Leonel Trindade. Bruno Silva, investigador e presidente da Associação Leonel Trindade de Torres Vedras, responsável pelos trabalhos de campo, afirmou que as prospecções realizadas "resultaram na descoberta de três novas jazidas com dinossauros, trilhos com pegadas de dinossauros e também de tartarugas e répteis voadores". "Há um grande potencial de património paleontológico diversificado por explorar no concelho" tendo em conta os achados de dinossauros, tartarugas, crocodilos e répteis voadores descobertos, disse o investigador. A extensão das jazidas leva os cientistas a falarem na hipótese de criação de um futuro museu ao vivo. Na campanha paleontológica, que decorreu entre os dias 10 e 30 de Setembro, foram também escavados na localidade de Cambelas achados, sobretudo vértebras e o fémur, de um dinossauro saurópode e outros ossos pertencentes a outros dinossauros de menor porte. Segundo os investigadores, "os restos destes animais terão sido enterrados num leito de um rio e sido depois deslocalizados possivelmente por uma grande cheia". Os investigadores da associação têm vindo a trabalhar também na conservação, classificação e inventariação de fósseis sobretudo de dinossauros, reunidos numa colecção de um particular do concelho, José Joaquim dos Santos, adquirida em 2009 pela câmara municipal que veio a assinar um protocolo de parceria com a associação. José Joaquim dos Santos, um carpinteiro da localidade de Casalinhos de Alfaiata passou vinte anos da sua vida a recolher nos seus tempos livres achados de dinossauros nas arribas e outros locais da região e há dois anos decidiu vendê-los ao município para vir a expô-los num futuro museu temático. Do espólio destacam-se um fémur de um dinossauro saurópode e várias vértebras dorsais, caudais e servicais, parte da cintura pélvica e dois dentes de um mesmo dinossauro juvenil que os cientistas presumem ser um terópode carnívoro da espécie "tyranosauroide". A colecção, composta por mais de um milhar de vértebras e setecentos dentes pertencentes não só a dinossauros, contém também fósseis de tartarugas, crocodilos, peixes e até tubarões.

http://biologias.com/noticias/1079/Descobertas-novas-jazidas-de-dinossauro

Comentário: Essa descoberta pode ajudar os pesquisadores com seus trabalhos, pois, como os dinossauros estão extintos, não existem mais partes desses animais, e com as jazidas encontradas, tem uma melhora nos trabalhos.

sábado, 29 de outubro de 2011

Estudo alerta para derretimento das geleiras na China

25/10/11

A rápida elevação das temperaturas, causada pelo aquecimento global, está provocando o derretimento das geleiras chinesas na cordilheira do Himalaia, um impacto que ameaça habitats, o turismo e o desenvolvimento econômico, alerta um estudo publicado esta terça-feira.

Das 111 estações meteorológicas espalhadas pelo sudoeste da China, 77% demonstraram elevações significativas de temperaturas entre 1961 e 2008, segundo o estudo, publicado no periódico britânico Environmental Research Letters.

Nas 14 estações de monitoramento acima dos 4.000 metros, o salto neste período foi de 1,73 grau Celsius, aproximadamente duas vezes a elevação média global registrada ao longo do último século.

Cientistas liderados por Li Zhongxing, da Academia Chinesa de Ciências, identificaram três alterações em curso nas geleiras que poderiam ser causadas, pelo menos em parte, por esta tendência constante de aquecimento.

Segundo eles, a maior parte das geleiras examinadas demonstrou um "recuo drástico", além de uma grande perda de massa.

O estudo também demonstrou que lagos glaciais, alimentados pelo gelo derretido de geleiras, aumentaram de tamanho.

"As implicações destas mudanças são muito mais sérias do que uma mera alteração da paisagem", alertaram os cientistas.

"As geleiras integram milhares de ecossistemas e desempenham um papel crucial no sustento de populações humanas", acrescentaram.

O sudoeste da China tem 23.488 geleiras, cobrindo uma área de 29.523 quilômetros quadrados, através do Himalaia e das montanhas Nyainqntanglha, Tanggula e Hengduans.

Mudanças no padrão de chuvas e das nevascas foram menos marcantes, mas ainda consistentes com as previsões de modelos de mudanças climáticas, afirmaram.

"É imperativo que determinemos a relação entre as mudanças climáticas e variações nas geleiras, particularmente o papel das precipitações, uma vez que as consequências do recuo do gelo são muito abrangentes", disse Li.

http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/estudo-alerta-para-derretimento-das-geleiras-na-china

Comentário: Hoje em dia, o aquecimento global está cada vez mais grave, pois afeta todos os países, e pode prejudicar animais que vivem nos mesmos, assim, causando morte tanto nos animais quanto nos seres humanos.

Cientistas descobrem o que regula o desenvolvimento de células

13/10/11
Descoberta pode melhorar prognóstico de doenças
Cientistas da Universidade de Erasmus, na Holanda, descobriram o mecanismo que regula o desenvolvimento das diferentes células sanguíneas. O estudo poderá ajudar no avanço do tratamento de leucemias, imunodeficiências e doenças auto-imunes, avança a agência Lusa.
A equipe de investigadores, que incluí o português Tiago Luís, realizou uma experiência com ratos geneticamente modificados e com diferentes quantidades de proteína Wnt.
Os resultados demonstraram que a variação de Wnt leva à formação de um tipo de célula sanguínea (glóbulos vermelhos, brancos, plaquetas) ou à nova multiplicação de células estaminais (células-mãe raras que se encontram no interior da medula óssea).
Segundo Tiago Luís, que crê nas potencialidades da descoberta na medicina regenerativa, a produção de linfócitos, por exemplo, requer “doses elevadas ou moderadamente elevadas” de Wnt.
Manipulando as quantidades de Wnt é possível “melhorar a produção de linfócitos após a transplantação de medula óssea” e “melhorar o prognóstico” de leucemias, imunodeficiências ou doenças auto-imunes, explica o cientista.
O próximo passo dos investigadores, cujo estudo foi publicado na revista Cell Stem Cell, será testar os conhecimentos em células humanas e noutras doenças.

http://biologias.com/noticias/1083/Cientistas-descobrem-o-que-regula-o-desenvolvimento-de-celulas

Comentário: Com esse descobrimento, pode conseguir melhores resultados, pois mostra o q as células contém em melhores visualizações.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Bactérias podem transformar radiação em eletricidade

04/09/11

Pesquisadores da Universidade Estadual de Michigan (MSU, sigla em inglês), nos Estados Unidos, descobriram como algumas bactérias conseguem sobreviver em ambientes extremamente hostis – como regiões contaminadas com urânio – e limpar resíduos nucleares e outros metais tóxicos ao mesmo tempo em que geram eletricidade. Um artigo sobre o estudo foi publicado no periódico científico especializado Proceedings of the National Academy of Sciences(PNAS).

"Geobactérias são minúsculos micro-organismos que podem desempenhar um papel importante na limpeza de regiões do mundo contaminadas", diz Gemma Reguera, microbiologista da MSU. "A contaminação por urânio pode ocorrer em qualquer etapa da produção de combustível nuclear, e esse processo previne seguramente sua dispersão e o risco de exposição."

Embora pesquisadores soubessem que as geobactérias podem 'neutralizar' o urânio, pouco se sabia sobre o processo. Agora, a equipe da MSU descobriu que nanofios formados por proteínas ao redor dessas bactérias gerenciam a atividade elétrica durante a 'faxina'. "Nossas descobertas identificam claramente os nanofios como sendo os principais catalisadores para a redução do urânio", afirma Reguera.

Para chegar aos resultados, a equipe analisou um tipo de geobactéria chamada G. sulfurreducens em laboratório. Submetida a ambientes extremamente ruins, a bactéria resistiu e desenvolveu muitos nanofios ao seu redor. Os pesquisadores então concluíram que essas estruturas, aumentando de comprimento, formavam uma espécie de escudo. Com ele, poderiam remover ou adicionar elétrons de um material sem perigo.

http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/bacterias-podem-transformar-radiacao-em-eletricidade

Comentário: As bactérias conseguem se adaptar em muitos ambientes onde nenhum outro ser vivo consegue viver, como ambientes tóxicos e outros que geram eletricidade. Isso, pode-se dizer que é uma vantagem da vida das bactérias.

Aquecimento global acelera mortes por doença respiratória na Europa, diz estudo

27/09/11
Cientistas alertam que o número de mortes ligadas à mudança climática vai aumentar em vários países europeus nos próximos 60 anos. Os maiores prejudicados serão Bélgica, França, Espanha e Portugal, onde o número de mortes pode aumentar entre 10% e 14%. O novo estudo foi apresentado nesta terça-feira, no Congresso Anual da Sociedade Respiratória Europeia, em Amsterdam (Holanda).
A pesquisa mostra a análise de modelos climáticos frente às emissões de gases que aceleram o efeito estufa e seus efeitos nacamada de ozônio em quatro períodos: passado (1961-1990); situação atual (1990-2009); futuro próximo (2012-2050); e futuro distante (2041-2060). Os resultados revelaram que desde 1961, Bélgica, Irlanda, Holanda e Reino Unido tiveram o maior impacto em mortes relacionadas ao gás ozônio por causa da mudança do clima.
De acordo com os pesquisadores, o aumento de temperatura favorece a concentração de ozônio perto da superfície da Terra. Apesar de formar um escudo na alta atmosfera e proteger o planeta dos nocivos raios ultravioletas vindos do Sol, aqui na superfície o ozônio é um poluente oxidante prejudicial à saúde. O gás está ligado à hospitalização e mortes causadas por problemas com o sistema respiratório.
Os resultados da pesquisa preveem que nos próximos 50 anos o maior número de mortos será na Bélgica, Espanha e Portugal. Esses países deverão ter um aumento entre 10% e 14% no número de mortes causadas pela inalação do ozônio induzido pelas mudanças climáticas.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a mudança do clima que ocorre desde a década de 1970 já causou mais de 140.000 mortes anualmente até 2004. Além dos impactos no ar limpo, água potável e plantio de alimentos, as mudanças climáticas também a a malária e aquelas que causam diarreia são particularmente sensíveis à mudança do clima.
Os especialistas esperam que o estudo ajude a mudar as políticas de saúde pública para a mudança do clima. "A poluição aérea é a maior ameaça ambiental da Europa", disse Marc Decramer, presidente da Sociedade Respiratória da Europa. "Se não agirmos para reduzir os níveis de ozônio e outros poluentes, mais pessoas serão hospitalizadas, teremos mais gastos com remédios e perderemos milhões de dias de trabalho", alertou. "Pedimos a colaboração entre os profissionais de saúde e os políticos para proteger as populações vulneráveis dos efeitos danosos dos poluentes na atmosfera."


Comentário: Atualmente, o aquecimento global está prejudicando a vida de todos pois além de poluir o ar principalmente, ele mata os animais que moram em florestas, entre outras consequências.. E isso nunca vai mudar, pois as pessoas não se esforçam para melhorar o mundo que vivem!!

Raiz do problema da biodiversidade

19/09/11

Agência FAPESP – Florestas primárias são insubstituíveis para a manutenção da biodiversidade tropical, afirma um estudo divulgado no dia 14 no site da Nature e que será publicado em breve na edição impressa da revista.

O trabalho – uma matanálise de 138 estudos anteriores – destaca que a maior parte das formas de degradação florestal tem um efeito prejudicial enorme na biodiversidade tropical. Segundo o novo estudo, as florestas secundárias não são capazes de ocupar a lacuna deixada pelas antigas, que são fundamentais para a permanência de muitas espécies.

Florestas tropicais com pouca ou nenhuma intervenção humana estão diminuindo devido à conversão e degradação de atividades antrópicas e, em muitas regiões, têm sido substituídas por plantações, pastos ou florestas secundárias.

Luke Gibson, da Universidade Nacional de Cingapura, e colegas analisaram os diversos efeitos do uso da terra e da degradação local na biodiversidade de florestas tropicais. Um dos autores do estudo é Thomas Lovejoy, do John Heinz III Center for Science, Economics and Environment, nos Estados Unidos, e pesquisador associado do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

Os autores verificaram que a dimensão da perda de biodiversidade depende de fatores como região geográfica, grupos taxonômicos analisados, tipo de intervenção humana no local e da medida utilizada para calcular a própria perda.

“Alguns cientistas têm afirmado que as florestas tropicais degradadas são capazes de manter níveis elevados de biodiversidade, mas nosso estudo demonstra que isso raramente ocorre”, disse Gibson.

“Não há substituto para as florestas primárias. Todas as principais formas de intervenção [humana] invariavelmente reduzem a biodiversidade em florestas tropicais”, disse o pesquisador. Segundo ele, a proteção das florestas primárias deve ser uma das prioridades da conservação mundial.

http://biologias.com/noticias/1064/Raiz-do-problema-da-biodiversidade

Comentário: Hoje em dia, as florestas tropicais estão sendo desmatadas pelo homem, mas apesar do homem ter vantagem ao cortar uma árvore, a floresta tem desvantagem, pois com um ato repetitivamente desses, acaba deixando a floresta com fatores negativos, e o desmatamento acaba sendo muito maior!

Duas araras ameaçadas de extinção nascem em cativeiro

12/09/11

Paulo e Paula é o nome das duas ararinha-azul nascidas em cativeiro recentemente em anuncio feito pela Associação para Conservação de Papagaios Ameaçados (ACTP) localizada em Berlin, Alemanha. As araras nasceram há dois meses sendo resultado de um programa de reprodução para conservação espécies raras.
A ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) está criticamente em perigo e talvez até mesmo extinta em seu habitat original no Brasil. A instituição Al Wabra Wildlife Preservation do Sheikh Saoud Bin Mohammed Bin Ali Al Thani possui a maioria dos indíduos existentes e os outros indívuos estão distribuídos no zoológico de Sâo Paulo, Espanha e Alemanha. O tráfico internacional de animal de animais é um dos principais responsáveis pela sua extinção além da destruição do seu habitat e caça ilegal.
A ararinha-azul mede cerca de 56cm e pertence a ordem dos Psittaciformes (papagaios, periquitos, araras, etc.). Habitava áreas da caatinga seca, floresta ciliares abertas no Nordeste brasileiro na região do município de Curaçá, Bahia. Dada como extinta em 2000, um de seus espécimes voltou para o Brasil em 2002, onde vive em cativeiro no interior de São Paulo. A Arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari) e Arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus) são seus parentes mais próximo, pois pertencem ao mesmo gênero. Ambas possuem status de ameçada de extinção e apresentam projetos de conservação.

http://biologias.com/noticias/1058/Duas-araras-ameacadas-de-extincao-nascem-em-cativeiro

Comentário: As araras estão entrando em extinção, porém as pessoas não tem a consciência de que esses animais não tem culpa de nada pra estarem matando-os ou traficando, e com esse cruzamento das araras, é um meio melhor de evitar a extinção deles..

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Astrônomos flagram buraco negro dilacerando estrela

24/08/11

Um buraco negro, descrito como um "monstro cósmico" à espreita no centro de uma galáxia, foi flagrado no momento em que dilacerava uma estrela, anunciaram astrônomos em um artigo publicado na edição desta quarta-feira da revista científica Nature. Em 25 de março, o telescópio orbital Swift, da Nasa, captou uma emissão de raios-X do espaço sideral, expelido claramente por uma fonte imensamente poderosa. Uma observação mais próxima revelou um buraco negro supermaciço com massa um milhão de vezes superior àquela do sol. O lampejo de raios-X foi um "jato relativístico" ou um jato de matéria de alta energia que jorrou da estrela à medida em que era atraída pelo empuxo gravitacional do buraco negro e foi arrastada na direção de suas entranhas. O jato, chamado Swift J164449.3+573451, moveu-se a 99,5% da velocidade da luz. Os buracos negros supermaciços são comumente encontrados no centro de galáxias. O buraco negro recém-descoberto tem cerca de metade do tamanho de seus similares em nossa galáxia, a Via Láctea. Mesmo assim, são relativamente jovens perante alguns espécimes supermaciços, cuja massa foi medida em mais de um bilhão de sóis.

http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/astronomos-flagram-buraco-negro-dilacerando-estrela


Comentário: Esse buraco negro pode causar vários problemas nas galáxias, um desses problemas é o empuxo gravitacional do buraco negro, que foi arrastado em direção de suas entranhas. O tamanho do buraco negro é praticamente ao da via Láctea, ou seja é enorme, que pode fazer um grande estrago nas galáxias, ja que é encontrado no centro!

Bactéria do intestino dá ordens ao cérebro e influencia comportamento

30/08/11
Bactérias do intestino não servem apenas para ajudar na digestão. Cientistas descobriram que alguns micro-organismos também enviam mensagens ao cérebro, influenciando o comportamento do hospedeiro. Os resultados foram publicados no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences. Pesquisadores da Universidade de McMaster, no Canadá, alimentaram dois grupos de camundongos com dois tipos de sopa: uma rica em bactérias do intestino chamadas Lactobacillus rhamnosus e outra sem o micro-organismo. Os animais que foram alimentados com a primeira sopa tiveram comportamento menos ansioso em relação aos camundongos que tomaram a sopa sem as bactérias. A equipe de pesquisadores descobriu que os responsáveis pela mudança de comportamento dos micro-organismos eram as bactérias: elas enviavam "ordens" por meio de um nervo chamado pneumogástrico, que conecta o cérebro a vários órgãos internos, como os pulmões e o estômago. A mudança de comportamento foi acompanhada pela alteração nos níveis de hormônios de stress e de receptores cerebrais do mensageiro químico GABA. Modificações nos níveis desse mensageiro químico influenciam o comportamento dos animais. Camundongos que tomaram a sopa rica em bactérias do intestino tinham níveis maiores do receptor no cérebro do que aqueles que tomaram a sopa sem o micro-organismo. Os cientistas explicam que os camundongos normalmente ficam próximos às paredes quando são colocados em um labirinto. Contudo, aqueles que consumiram a sopa rica em bactérias passavam mais tempo em locais abertos. Segundo os autores, a reação dos animais sugere que eles estariam menos ansiosos do que o normal. Além disso, os especialistas realizaram um teste de stress forçando os animais a nadar em um tanque d'água. Como já havia acontecido nos outros testes, os camundongos estressados que ingeriram a Lactobacillus rhamnosus apresentaram níveis menores de hormônios de stress. Quando os cientistas cortaram o nervo pneumogástrico, usado para enviar as mensagens ao cérebro, o grupo de camundongos que comeu a sopa rica em bactérias passou a se comportar normalmente. Ou seja, ficaram tão estressados e ansiosos quanto os camundongos do segundo grupo. De acordo com os especialistas, isso sugere que o nervo pneumogástrico é uma das principais vias de comunicação entre as bactérias e o cérebro, embora seja possível que as ordens também sejam enviadas por outras vias, como o sangue e outros nervos.

Os cientistas ainda não sabem que tipo de mensagens as bactérias enviam ao cérebro e se um suplemento de Lactobacillus rhmnosus seria capaz de regular o comportamento das pessoas. Também não têm conhecimento de que vantagens as bactérias teriam ao estimular esse comportamento. Os resultados não significam, pelo menos por enquanto, que as bactérias produzam as mesmas alterações em seres humanos. Essas possibilidades serão exploradas em estudos futuros.

http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/bacteria-do-intestino-da-ordens-ao-cerebro-e-influencia-comportamento

Comentário: Hoje em dia, é fácil descobrir algo novo no corpo humano, pois a tecnologia está muito avançada, e com essa bactéria no intestino, podem mudar completamente a vida do hospedeiro, pois elas enviam mensagens ao cérebro e influencia no comportamento..

Matemática animal: Hienas conseguem contar até três

19/08/11

Animais analisam vantagens e desvantagens quando são ameaçados. As hienas conseguem "contar" até três quando se sentem ameaçadas segundo afirma um artigo publicado na «Animal Behaviour». De acordo com uma equipe de investigação da Universidade de Michigan, em East Lansing (EUA), os animais da espécie Crocuta crocuta dão diferentes respostas quando estão na presença de um, dois ou três indivíduos desconhecidos. Esta conclusão aumenta a lista de capacidades cognitivas que as hienas partilham com os primatas, para além de suportar teorias como a dos jogos, ou seja, como alguns indivíduos analisam o número de oponentes, antes de se envolverem em interações agressivas. Isso poderia ser entendido por evolucionistas como uma vantagem seletiva, especialmente em ambientes selvagens. Os cientistas norte-americanos avaliaram a reação de hienas na Reserva Nacional Masai Mara, no Quénia, e analisaram gravações com animais da mesma espécie de outros clãs da Tanzânia, Malawi e Senegal. As hienas são conhecidas pelo seu famoso 'riso', som estridente que emitem quando estão em grupo e já um estudo anterior revelou que riem de forma diferente dependendo da sua posição dentro do grupo. Quase todos os 39 animais (a maioria composta por fêmeas) submetidos ao teste mostraram níveis de vigilância maiores quando gravações de mais de um animal eram emitidas . Para alguns cientistas, o comportamento das hienas — em grupos hierárquicos organizados com até noventa indivíduos — poderia explicar como os primatas desenvolveram aptidões e até mesmo o nível de inteligência para manter o controle em conflitos sociais, por viverem em grandes grupos. Alguns macacos podem contar até sete. As hienas vivem em clãs de até quarenta animais. Costumam caçar presas, tal como os lobos e raramente atacam em emboscada.

http://biologias.com/noticias/1028/Matematica-animal-Hienas-conseguem-contar-ate-tres

Comentário: As hienas, além de ser um animal que já é conhecido pelo seu riso, pode emitir sons quando se sentem ameaçados, e assim esses animais conseguem "contar" até três! O som é diferenciado pois depende da sua posição dentro do grupo, fazem com que esses certos sons torne o animal mais famoso!

Descoberta proteína que impede calvície e cabelos brancos

08/08/11

Wnt é essencial para o crescimento de fios capilares e produção de pigmentos. Um estudo inédito com células estaminais de folículos capilares poderá fazer muito feliz para quem sofre de gerascofobia (medo de envelhecer). A investigação norte-americana permitiu a descoberta de uma proteína responsável pelo crescimento e coloração dos cabelos. Há já décadas que os cientistas sabem que as células dos folículos capilares e dos melanócitos, as células produtoras de pigmento, interagem de forma a produzirem o cabelo colorido. Até agora, no entanto, ninguém sabia exatamente como. No trabalho publicado na «Cell», Mayumi Ito, da Universidade de Nova York, descobriu que uma proteína conhecida como Wnt tem um papel essencial no processo. O estudo feito em ratos mostrou exatamente como os caminhos sinalizadores da proteína Wnt permitem que as células-tronco dos folículos e dos melanócitos trabalhem juntas para gerar o crescimento capilar e produzir pigmentos. A investigação mostrou que a anormalidade ou a ausência de Wnt inibe o surgimento de novos fios e impede a formação de cor. Além de indicar uma possível forma de tratamento para calvície e cabelos grisalhos, o estudo também pode ajudar a combater doenças graves, como o melanoma ou cancro da pele. Existem vários tipos de células-estaminais com potencial de regeneração, mas este método descoberto nos fios de cabelo, podem dar pistas importantes para regenerar órgãos mais complexos. Além disso, ajuda a compreender doenças nas quais os melanócitos estão envolvidos.

http://biologias.com/noticias/1017/Descoberta-proteina-que-impede-calvicie-e-cabelos-brancos


Comentário: Com a permissão da descoberta da proteína responsável pelo crescimento e coloração dos fios capilares, e as células produtoras de um pigmento, podem interagir de forma que produzem cabelos coloridos. Muitas pessoas que tinham medo de envelhecer, podem ficar mais tranquilas agora..

domingo, 31 de julho de 2011

Anticorpo abre caminho para uma vacina universal contra a gripe

29/07/11

O primeiro anticorpo que poderá eliminar todos os vírus da influenza A foi isolado e testado em ratos, um fato que abre caminho para uma vacina universal contra a gripe, segundo um estudo divulgado esta semana na revista Science. O anticorpo amplamente neutralizador, chamado FI6, foi tirado de células de plasma humano. Testado em animais de laboratório muito contaminados como vírus da gripe, foi capaz de vencer a doença, o que é uma luz de esperança tanto para usos terapêuticos como para vacinas. O virologista britânico John Skehel, do Instituto de Pesquisa Médica do Conselho Nacional de Pesquisa Médica em Mill Hill, disse que a descoberta poderá eliminar a necessidade de combinar diferentes anticorpos em uma única vacina contra a gripe a cada temporada. O anticorpo foi testado nos 16 tipos de vírus de gripe A e funcionou contra a muito comum variável hemaglutinina (HA), a proteína que se encontra na superfície do vírus da gripe. O principal autor do estudo, Antonio Lanzavecchia, diretor do Instituto de Pesquisas em Biomedicina da Suíça, disse que "a imprevisibilidade de novas pandemias coloca em evidência a necessidade de melhores tratamentos para todos os vírus da gripe". "Como primeiro e único anticorpo dirigido a todos os subtipos conhecidos do vírus da influenza A, FI6 representa uma nova opção terapêutica importante", explicou, acrescentando que a equipe acredita que continuará com seu desenvolvimento. As pandemias de gripe são imprevisíveis e milhões de pessoas em todo mundo são infectadas anualmente com variedades de gripe sazonal, que podem ser letais em pessoas com o sistema imunológico frágil, como crianças, idosos e mulheres grávidas. A difusão da gripe A (H1N1) matou ao menos 18.449 pessoas e afetou 214 países depois de ser descoberta no México e nos Estados Unidos em abril de 2009. A Organização Mundial da Saúde declarou a pandemia em 11 de junho de 2009, que foi formalmente considerada superada em 10 de agosto de 2010.

http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/anticorpo-abre-caminho-para-uma-vacina-universal-contra-a-gripe

Comentário: Com novas vacinas da gripe, poderá haver menos mortes ou casos graves ,e com isso os hospitais não estarão sempre cheios por causa da mesma doença sempre..

Golfinhos podem inspirar novos tratamentos para humanos

31/07/11

Investigador destaca capacidade de recuperação destes animais A capacidade de recuperação de ferimentos apresentada pelos golfinhos intrigou Michael Zasloff, investigador do Centro Médico da Universidade de Georgetown, nos EUA, que entrevistou tratadores e biólogos marinhos em todo o mundo e reviu a literatura disponível na área sobre esta aptidão a fim de inspirar novos estudos sobre o assunto. “A capacidade do golfinho curar-se rapidamente de uma mordida de tubarão com aparente indiferença à dor, resistência à infecção, proteção hormonal e uma quase restauração do corpo, podem trazer luz ao tratamento de ferimentos humanos”, destacou o cientista. No entanto, sublinhou que há uma grande lacuna de informação sobre este processo, pois não se sabe ainda como é que o golfinho não sangra até à morte depois de ser atacado por um tubarão, por exemplo, ou como é que parece não ter qualquer tipo de dor significativa. Também não é completamente conhecido o que previne a infecção em feridas profundas, que se restauram de tal forma que o contorno do corpo do animal fica quase sem marcas. “Feridas comparáveis em humanos seriam fatais”, frisou Zasloff, que procura explicar este processo com alguns aspectos conhecidos da biologia do golfinho. De acordo com o investigador, os mesmos mecanismos de mergulho que afastam o sangue da periferia do corpo durante um mergulho longo, podem ser acionados quando há um ferimento, significando que há menos sangue na superfície do corpo e por isso menos perda de sangue. Relativamente à dor, Zasloff sugere que se trata de uma adaptação neurológica e psicológica favorável à sobrevivência, mas cujo mecanismo se mantém desconhecido. No que diz respeito à infecção, o cientista acredita que os golfinhos têm o seu próprio composto anti-microbiano que é libertado quando ocorre um ferimento. “Estou certo de que na capacidade de o golfinho se curar a si próprio há agentes anti-microbianos e potentes componentes analgésicos”, afirmou Zasloff. Acrescentou ainda que espera que este seu trabalho “estimule uma investigação que possa trazer benefícios para os humanos."

http://biologias.com/noticias/1010/Golfinhos-podem-inspirar-novos-tratamentos-para-humanos

Comentário: Com novos tratamentos que os golfinhos conseguem inspirar para os humanos, todos vão poder evitar doenças mais graves e talvez essa investigação possa trazer aos humanos benefícios.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Descoberta nova espécie de mamífero no Rio de Janeiro

05/07/2011
Os pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) descobriram uma nova espécie de mamífero. Batizada com o nome científico de Cerradomys goytaca, a espécie já ganhou o nome popular de ratinho-goytacá. O nome se deve ao fato de a espécie estar restrita à região litorânea do norte do Rio de Janeiro, antes habitada pelos índios Goytacazes. Estudos morfológicos e genéticos conduzidos pelos pesquisadores mostraram que as espécies mais aparentadas ao ratinho-goytacá estão no cerrado e, por isso, Cerradomys, que quer dizer rato do Cerrado. A descoberta foi feita no Parque Nacional Restinga de Jurubatiba, unidade de conservação fluminense gerida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Novos estudos serão desenvolvidos para entender sua origem evolutiva, ecologia, comportamento e como as transformações regionais causadas pelo homem poderão afetar as populações do animal. A descoberta contrariou as expectativas sobre a fauna das restingas. Apesar das diferenças entre os dois meios, pesquisas científicas realizadas até então mostravam que as espécies de mamíferos das restingas eram as mesmas encontradas nas florestas atlânticas adjacentes. Tal hipótese, porém, caiu por terra com a descoberta do roedor.

http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/descoberta-nova-especie-de-mamifero-no-rio-de-janeiro

Comentário: Com essa nova espécie de mamífero, pode haver novos estudos para saber como surgiu essa espécie, da onde surgiu, o que pode afetar essa roedor, entre outras coisas que podem ser estudadas..

Fósseis de insetos extintos descobertos no Peru

19/07/11

Cinco espécies detectadas podem esclarecer história do Amazonas Cientistas peruanos encontraram quatro espécies de insetos e uma de aranha, todos extintos, fossilizadas em âmbar de 20 milhões de anos. A descoberta foi liderada pelo paleontólogo Klaus Hönninger, diretor do museu Meyer Hönninger, que detectou as cinco espécies desaparecidas em Abril, junto às margens do rio Santiago, um afluente do Amazonas, onde havia 360 peças de âmbar. De acordo com Hönninger, esta descoberta vai permitir determinar como viviam esses animais há 20 milhões de anos, assim como reconstruir o habitat dessa região nessa época. "Vamos poder compreender como era o Amazonas", referiu. O paleontólogo explicou que as espécies encontradas compartilham a característica de terem longas extremidades, uma possível forma de adaptação ao meio em que viviam. Na sua opinião, a espécie “mais estranha” presa no âmbar é uma aranha de dois milímetros de comprimento, com patas com o triplo do tamanho de seu corpo. O investigador destacou também uma vespa de três milímetros de comprimento sem ferrão, com seis patas e duas antenas com as mesmas dimensões que o corpo. A vespa, que ficou presa no âmbar enquanto se alimentava de outro inseto, tem a peculiaridade de ter um aparelho reprodutor situado numa pequena cavidade entre o tórax e o abdómen, enquanto as atuais têm-no na parte traseira. Outra das peças de âmbar contêm uma espécie semelhante a uma mosca, de dois milímetros de comprimento, que, ao contrário das atuais, apresenta patas muito longas e quatro asas muito bem definidas (as moscas actuais têm apenas duas asas). Os cientistas encontraram ainda uma "cigarra" com indícios de formação de asas e uma espécie primitiva de mosquito que está em tão bom estado de conversação, que até é possível observar os seus olhos. Para já, foram apenas detectadas estas cinco espécies, mas Hönninger acredita que podem haver outras ainda por descobrir naquela região.

http://biologias.com/noticias/15/Fosseis-de-insetos-extintos-descobertos-no-Peru

Comentário: Com essa descoberta dos fósseis, os cientistas podem estudar mais sobre o passado desses insetos, pois, foram extintos a mais de 20 milhões de anos, e assim podem ou não comparar aos insetos de hoje em dia...