terça-feira, 31 de maio de 2011

Cada vez mais perto da energia alternativa das bactérias

30/05/11
Solução permite "transformar" resíduos em eletricidade A ciência está mais próxima de conseguir criar geradores de energia eléctrica a partir de bactérias, pois, pela primeira vez, foi demonstrado como os micróbios conseguem descarregar pequenas correntes eléctricas através das suas estruturas. Esta descoberta, de acordo com um estudo publicado no “Proceedings of the National Academy of Science”, abre portas para aparelhos bioeléctricos, em que biliões de bactérias são ligadas a eléctrodos que recolhem a sua energia. Como alguns organismos se alimentam de poluentes, também há a possibilidade de as bactérias serem usadas para converter lixo industrial, radioativo e esgotos em electricidade. "Seria uma fonte de energia alternativa assim como a eólica e a solar", disse Tom Clarke, líder desta investigação realizada na Universidade de East Anglia, na Inglaterra, acrescentando que a principal vantagem desta opção é que as bactérias fornecem energia constantemente, sem depender do vento ou da luz do sol. Além disso, estes organismos produzem eletricidade ao mesmo tempo que degradam resíduos, pelo que, a partir daí, seria possível construir fábricas que descartassem o lixo produzido, enquanto simultaneamente geravam a própria energia de que necessitam. Neste estudo, foi mostrada, pela primeira vez, a estrutura molecular dos “fios” que as bactérias usam para descarregar eletricidade. “Queremos usar este conhecimento para conectar os micróbios a eléctrodos mais eficazmente”, revelou Clarke. Acualmente, a quantidade de energia gerada por estes organismos é ainda muito baixa. Contudo, se esta técnica for aproveitada, será “possível usá-la em rios para gerar electricidade. Em grandes centros urbanos, a maioria dos rios tem poluição e ‘comida’ suficientes para as bactérias”, reforçou o investigador.

http://biologias.com/noticias/958/Cada-vez-mais-perto-da-energia-alternativa-das-bacterias

Comentário: A eletricidade gerada pelas bactérias faz com que o lixo produzido possa ser descartado das fábricas, pois as bactérias fornecem energia não precisando depender de luzou vento, com isso, conseguem produzir eletricidade no tempo que desagram resíduos.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Ao migrar, tartaruga encontra 67 poluentes pelo caminho

03/05/2011

Uma das muitas ameaças enfrentadas pela tartaruga-amarela, ou tartaruga-marinha-comum, é a poluição. Para conhecer a dimensão do risco, cientistas mediram contaminantes no sangue de um grupo de machos adultos, e rastrearam sua migração ao longo da costa do Atlântico. O estudo, publicado na revista Environmental Toxicology and Chemistry, revelou que os animais tinham níveis mensuráveis de 67 produtos químicos usados em pesticidas e outros produtos industriais. A equipe, chefiada por Jared M. Ragland, do College of Charleston, em Charleston, Carolina do Sul, capturou 19 tartarugas perto do Cabo Canaveral, na Flórida, em 2006 e 2007. Eles mediram e pesaram os animais, retiraram amostras de sangue e fizeram biópsia do sistema reprodutivo. Durante dois meses, dez dos animais viajaram na direção norte até Cape May, em New Jersey, enquanto nove ficaram próximos do Cabo Canaveral. As tartarugas que migraram tinham níveis mais altos de contaminação do que as que permaneceram perto da Flórida, confirmando pesquisas anteriores que haviam encontrado mais poluentes em tartarugas em latitudes setentrionais. É possível que os peixes e invertebrados consumidos pelas tartarugas nas águas do norte sejam mais poluídos, mas os cientistas apontam também que as tartarugas migrantes comem mais – e por isso consomem mais poluentes também. Na média, as tartarugas migrantes eram maiores do que as residentes permanentes e pareceram saudáveis aos pesquisadores. “Eram animais ativos do ponto de vista reprodutivo”, afirmou Jennifer M. Keller, coautora do estudo e bióloga do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia. “Os adultos possuem níveis mais altos de contaminantes no sangue do que as tartarugas jovens. Isso fez aumentar nossa preocupação”.

http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/ao-migrar-tartaruga-e-exposta-a-67-poluentes

Comentário: Várias tartarugas são ameaçadas de extinção, e com os produtos que os cientistas encontraram (produtos químicos) podem prejudicar ainda mais esses animais, pois a contaminação foi alta e podendo levar as tartarugas marinhas a morte definitivamente, e assim, algum dia pode não existir mais esses animais.

Eletricidade gerada a partir de bactérias está mais próxima da realidade

24/05/2011
Cientistas estão cada vez mais próximos de criar usinas de energia que geram eletricidade a partir das bactérias. Pela primeira vez, pesquisadores demonstram como os micróbios conseguem descarregar pequenas correntes elétricas a partir de suas estruturas. A descoberta abre caminho para máquinas 'bioelétricas', onde bilhões de bactérias são ligadas a eletrodos e têm sua energia recolhida. Como alguns organismos se alimentam de poluentes, também existe a possibilidade de que bactérias sejam usadas para converter lixo industrial, radioativo e esgoto em eletricidade. Todas as bactérias geram pequenas correntes de eletricidade à medida que se livram de elétrons indesejados nas células — o subproduto de converter comida em energia. "Seria uma fonte de energia alternativa assim como a eólica e a solar", disse Tom Clarke, chefe da pesquisa, realizada na Universidade de East Anglia (Inglaterra), disse em entrevista ao jornal inglês Daily Mail. A vantagem das bactérias, de acordo com Clarke, é que elas fornecem energia constantemente, sem depender dos ventos ou da luz do Sol. Outra grande vantagem levantada pelo pesquisador é o fato de que os organismos produzem eletricidade ao mesmo tempo em que degradam o esgoto e a poluição. A partir disso, seria possível construir uma usina que se livra do lixo gerando a própria energia que precisa. O estudo publicado no periódico americano Proceedings of the National Academy of Science mostrou pela primeira vez as estrutura molecular dos “fios” que as bactérias usam para descarregar eletricidade. “Queremos usar esse conhecimento para conectar os micróbios a eletrodos mais eficientemente”, disse Clarke. Atualmente, a quantidade de energia gerada pelos organismos é muito baixa. Os especialistas, porém, não acreditam que as bactérias venham a competir com usinas nucleares. “Seria possível usá-las em rios para gerar eletricidade. Em grandes centros urbanos, a maioria dos rios tem poluição e comida suficientes para as bactérias”, disse Clarke.

http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/eletricidade-gerada-a-partir-de-bacterias-esta-mais-proxima-da-realidade

Comentário:
A eletricidade gerada pelas bactérias faz com que muitas máquinas bioelétricas são ligadas a eletrodos e obtém sua energia recolhida. Pode-se também, bactérias que se 'alimentam' de poluentes, convertem esse lixo em eletricidade.

Uma das aves mais raras do Brasil é registrada

11/05/11

A comunidade de observadores de aves celebra mais um registro importante de uma das aves mais raras do Brasil, o Jacu-estalo. O Jacu-estalo é uma ave da família Cuculidae, a mesma família do anu-preto, anu-branco, alma-de-gato (ordem Cuculiformes) e possui outros nomes comum como acanati-de-bico-verde, aracuã-da-mata, jacu-estalo-de-bico-verde, jacu-porco, jacu-queixada e jacu-bagunceiro. A ave é considerada ameaçada devido à sua raridade e foi descrita em 1927 em Linhares-ES pela ornitóloga alemã Emilie Snethlage. A biologia da ave motivou a vinda do naturalista Helmut Sick ao Brasil que observou também a reprodução da ave na natureza. A espécie está distribuída na Região Amazônica, Minas Gerais e Espírito Santo (ao norte do Rio Doce) e, originalmente, também no norte do Rio de Janeiro. Encontrado ainda da Nicarágua à Bolívia.

Registro recente

A ave foi registrada recentemente por dois observadores de aves na cidade de Caxias, Maranhão e a foto foi enviada ao site de aves Wikiaves, tanto de um macho quanto de um fêma. Eles fizeram também o registro sonoro e de video (http://www.youtube.com/watch?v=dAm9fZbGmIU). Outro registro (sonoro) foi realizado a 8 anos atrás em Alta Floresta-MT e publicada recentemente.

http://biologias.com/noticias/936/Uma-das-aves-mais-raras-do-Brasil-e-registrada

Comentário: As aves, atualmente, estão entrando em extinção, pois muitas pessoas matam, caçam essas aves. Com novas aves, dificulta um pouco mais a morte das mesmas, já que são um número grande.

Biomassa incerta

21/05/11

“As estimativas anuais de áreas desmatadas em florestas tropicais são precisas e altamente confiáveis – pelo menos no Brasil. Mas a utilização desses dados para avaliar as emissões de carbono provenientes de mudanças de uso do solo traz grandes incertezas, principalmente porque o mapeamento da biomassa das florestas é precário.” A avaliação foi feita por Shaun Quegan, diretor do Centro de Dinâmica do Carbono Terrestre e professor do Departamento de Matemática Aplicada da Universidade de Sheffield (Reino Unido), na abertura do Workshop do Programa FAPESP de Pesquisa em Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG), nesta quarta-feira (11/5), em São Paulo. O evento de dois dias é destinado aos coordenadores, pesquisadores principais, colaboradores e estudantes dos 17 projetos em andamento do PFPMCG e tem, ainda, a participação de coordenadores e equipes dos projetos de pesquisa dos programas BIOTA-FAPESP e Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN). Quegan explicou que fazer estimativas das emissões produzidas por mudanças do uso da terra é uma tarefa extremamente difícil, especialmente porque não existem mapas consistentes de biomassa das florestas. Em sua apresentação, ele comparou sete diferentes mapas produzidos por grupos de pesquisa distintos. “Os mapas são tão diferentes que é impossível pensar até mesmo em uma estimativa em termos de médias. Comparando esses sete mapas de biomassa da Amazônia, que mostram a maneira como a biomassa está distribuída no espaço, efetivamente constatamos que a correlação é zero. Temos a impressão de olhar para algo completamente aleatório”, disse à Agência FAPESP. Segundo ele, sem mapas mais precisos é impossível avaliar com exatidão as emissões causadas por mudanças no uso da terra e compreender integralmente os fluxos de carbono responsáveis pelo aquecimento global e por outras mudanças climáticas. “As fontes das emissões continuam sendo um grande problema para a ciência. A biomassa representa o material na árvore, que vai parar em algum lugar quando a floresta é substituída. No que diz respeito ao clima, a questão é que uma parte significativa desse material vai parar na atmosfera”, disse. Sem saber quanta biomassa é perdida com a queima de uma determinada área de floresta, só obtemos estimativas muito pobres sobre qual é a quantidade de carbono que vai para a atmosfera. “Se não conhecemos essa quantidade, não sabemos o quanto precisamos reduzir de emissões. Em segundo lugar, sem essas estimativas, não podemos avaliar qual é o teto para permitir mudanças no uso da terra, em termos de área. Saber estimar a biomassa é importante tanto economicamente como cientificamente”, afirmou. De acordo com Quegan, as tecnologias com base no espaço são importantes para realizar essas estimativas. “Trabalhamos para desenvolver tecnologias de base espacial para realizar as medidas reduzindo esses erros nas estimativas. Temos técnicas já bastante desenvolvidas, com uso de satélites, que têm o objetivo de fornecer mapas de biomassa que sejam globais, imparciais e em escala de metros”, afirmou. Para que os dados sejam aplicáveis na ciência do clima, além das técnicas de estimativa de biomassa, há necessidade também de desenvolver sistemas de satélites capazes de estimar o desmatamento. Segundo Quegan, o Brasil é uma exceção positiva em relação a esses sistemas. “Nos países onde há florestas tropicais, o Brasil é a única exceção. O país é o único que possui infraestrutura para medir os dados e fazer os cálculos. A razão para isso é que há mais de 20 anos o país tem sistemas avançados para monitorar o que ocorre na Amazônia”, disse. Os sistemas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), segundo Quegan, são um exemplo para todo o mundo. “São os mais ambiciosos e importantes programas existentes para monitorar a supeNegritorfície terrestre em todo o mundo. Outra coisa realmente admirável é que esses dados estão disponíveis gratuitamente na internet. Isso é extraordinário e exemplar”, destacou.

http://biologias.com/noticias/948/Biomassa-incerta


Comentário: Hoje em dia, a população está bastante avançada, pois podemos pesquisar de várias maneiras alguma coisa e também existem muitas técnicas, como o uso de satélites com a função de fornecer mapas de biomassa que sejam globais, imparciais e em escala de metros.