domingo, 31 de julho de 2011

Anticorpo abre caminho para uma vacina universal contra a gripe

29/07/11

O primeiro anticorpo que poderá eliminar todos os vírus da influenza A foi isolado e testado em ratos, um fato que abre caminho para uma vacina universal contra a gripe, segundo um estudo divulgado esta semana na revista Science. O anticorpo amplamente neutralizador, chamado FI6, foi tirado de células de plasma humano. Testado em animais de laboratório muito contaminados como vírus da gripe, foi capaz de vencer a doença, o que é uma luz de esperança tanto para usos terapêuticos como para vacinas. O virologista britânico John Skehel, do Instituto de Pesquisa Médica do Conselho Nacional de Pesquisa Médica em Mill Hill, disse que a descoberta poderá eliminar a necessidade de combinar diferentes anticorpos em uma única vacina contra a gripe a cada temporada. O anticorpo foi testado nos 16 tipos de vírus de gripe A e funcionou contra a muito comum variável hemaglutinina (HA), a proteína que se encontra na superfície do vírus da gripe. O principal autor do estudo, Antonio Lanzavecchia, diretor do Instituto de Pesquisas em Biomedicina da Suíça, disse que "a imprevisibilidade de novas pandemias coloca em evidência a necessidade de melhores tratamentos para todos os vírus da gripe". "Como primeiro e único anticorpo dirigido a todos os subtipos conhecidos do vírus da influenza A, FI6 representa uma nova opção terapêutica importante", explicou, acrescentando que a equipe acredita que continuará com seu desenvolvimento. As pandemias de gripe são imprevisíveis e milhões de pessoas em todo mundo são infectadas anualmente com variedades de gripe sazonal, que podem ser letais em pessoas com o sistema imunológico frágil, como crianças, idosos e mulheres grávidas. A difusão da gripe A (H1N1) matou ao menos 18.449 pessoas e afetou 214 países depois de ser descoberta no México e nos Estados Unidos em abril de 2009. A Organização Mundial da Saúde declarou a pandemia em 11 de junho de 2009, que foi formalmente considerada superada em 10 de agosto de 2010.

http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/anticorpo-abre-caminho-para-uma-vacina-universal-contra-a-gripe

Comentário: Com novas vacinas da gripe, poderá haver menos mortes ou casos graves ,e com isso os hospitais não estarão sempre cheios por causa da mesma doença sempre..

Golfinhos podem inspirar novos tratamentos para humanos

31/07/11

Investigador destaca capacidade de recuperação destes animais A capacidade de recuperação de ferimentos apresentada pelos golfinhos intrigou Michael Zasloff, investigador do Centro Médico da Universidade de Georgetown, nos EUA, que entrevistou tratadores e biólogos marinhos em todo o mundo e reviu a literatura disponível na área sobre esta aptidão a fim de inspirar novos estudos sobre o assunto. “A capacidade do golfinho curar-se rapidamente de uma mordida de tubarão com aparente indiferença à dor, resistência à infecção, proteção hormonal e uma quase restauração do corpo, podem trazer luz ao tratamento de ferimentos humanos”, destacou o cientista. No entanto, sublinhou que há uma grande lacuna de informação sobre este processo, pois não se sabe ainda como é que o golfinho não sangra até à morte depois de ser atacado por um tubarão, por exemplo, ou como é que parece não ter qualquer tipo de dor significativa. Também não é completamente conhecido o que previne a infecção em feridas profundas, que se restauram de tal forma que o contorno do corpo do animal fica quase sem marcas. “Feridas comparáveis em humanos seriam fatais”, frisou Zasloff, que procura explicar este processo com alguns aspectos conhecidos da biologia do golfinho. De acordo com o investigador, os mesmos mecanismos de mergulho que afastam o sangue da periferia do corpo durante um mergulho longo, podem ser acionados quando há um ferimento, significando que há menos sangue na superfície do corpo e por isso menos perda de sangue. Relativamente à dor, Zasloff sugere que se trata de uma adaptação neurológica e psicológica favorável à sobrevivência, mas cujo mecanismo se mantém desconhecido. No que diz respeito à infecção, o cientista acredita que os golfinhos têm o seu próprio composto anti-microbiano que é libertado quando ocorre um ferimento. “Estou certo de que na capacidade de o golfinho se curar a si próprio há agentes anti-microbianos e potentes componentes analgésicos”, afirmou Zasloff. Acrescentou ainda que espera que este seu trabalho “estimule uma investigação que possa trazer benefícios para os humanos."

http://biologias.com/noticias/1010/Golfinhos-podem-inspirar-novos-tratamentos-para-humanos

Comentário: Com novos tratamentos que os golfinhos conseguem inspirar para os humanos, todos vão poder evitar doenças mais graves e talvez essa investigação possa trazer aos humanos benefícios.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Descoberta nova espécie de mamífero no Rio de Janeiro

05/07/2011
Os pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) descobriram uma nova espécie de mamífero. Batizada com o nome científico de Cerradomys goytaca, a espécie já ganhou o nome popular de ratinho-goytacá. O nome se deve ao fato de a espécie estar restrita à região litorânea do norte do Rio de Janeiro, antes habitada pelos índios Goytacazes. Estudos morfológicos e genéticos conduzidos pelos pesquisadores mostraram que as espécies mais aparentadas ao ratinho-goytacá estão no cerrado e, por isso, Cerradomys, que quer dizer rato do Cerrado. A descoberta foi feita no Parque Nacional Restinga de Jurubatiba, unidade de conservação fluminense gerida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Novos estudos serão desenvolvidos para entender sua origem evolutiva, ecologia, comportamento e como as transformações regionais causadas pelo homem poderão afetar as populações do animal. A descoberta contrariou as expectativas sobre a fauna das restingas. Apesar das diferenças entre os dois meios, pesquisas científicas realizadas até então mostravam que as espécies de mamíferos das restingas eram as mesmas encontradas nas florestas atlânticas adjacentes. Tal hipótese, porém, caiu por terra com a descoberta do roedor.

http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/descoberta-nova-especie-de-mamifero-no-rio-de-janeiro

Comentário: Com essa nova espécie de mamífero, pode haver novos estudos para saber como surgiu essa espécie, da onde surgiu, o que pode afetar essa roedor, entre outras coisas que podem ser estudadas..

Fósseis de insetos extintos descobertos no Peru

19/07/11

Cinco espécies detectadas podem esclarecer história do Amazonas Cientistas peruanos encontraram quatro espécies de insetos e uma de aranha, todos extintos, fossilizadas em âmbar de 20 milhões de anos. A descoberta foi liderada pelo paleontólogo Klaus Hönninger, diretor do museu Meyer Hönninger, que detectou as cinco espécies desaparecidas em Abril, junto às margens do rio Santiago, um afluente do Amazonas, onde havia 360 peças de âmbar. De acordo com Hönninger, esta descoberta vai permitir determinar como viviam esses animais há 20 milhões de anos, assim como reconstruir o habitat dessa região nessa época. "Vamos poder compreender como era o Amazonas", referiu. O paleontólogo explicou que as espécies encontradas compartilham a característica de terem longas extremidades, uma possível forma de adaptação ao meio em que viviam. Na sua opinião, a espécie “mais estranha” presa no âmbar é uma aranha de dois milímetros de comprimento, com patas com o triplo do tamanho de seu corpo. O investigador destacou também uma vespa de três milímetros de comprimento sem ferrão, com seis patas e duas antenas com as mesmas dimensões que o corpo. A vespa, que ficou presa no âmbar enquanto se alimentava de outro inseto, tem a peculiaridade de ter um aparelho reprodutor situado numa pequena cavidade entre o tórax e o abdómen, enquanto as atuais têm-no na parte traseira. Outra das peças de âmbar contêm uma espécie semelhante a uma mosca, de dois milímetros de comprimento, que, ao contrário das atuais, apresenta patas muito longas e quatro asas muito bem definidas (as moscas actuais têm apenas duas asas). Os cientistas encontraram ainda uma "cigarra" com indícios de formação de asas e uma espécie primitiva de mosquito que está em tão bom estado de conversação, que até é possível observar os seus olhos. Para já, foram apenas detectadas estas cinco espécies, mas Hönninger acredita que podem haver outras ainda por descobrir naquela região.

http://biologias.com/noticias/15/Fosseis-de-insetos-extintos-descobertos-no-Peru

Comentário: Com essa descoberta dos fósseis, os cientistas podem estudar mais sobre o passado desses insetos, pois, foram extintos a mais de 20 milhões de anos, e assim podem ou não comparar aos insetos de hoje em dia...

Substância produzida por abelhas eficaz contra cáries

15/07/11

Investigadores mexicanos estudam propriedades do propólis Uma equipe de cientistas mexicanos, Universidade Nacional Autónoma do México, descobriu que o própolis, uma substância produzida pelas abelhas, é eficaz no combate à cárie dentária. Os investigadores tentam agora perceber se tem propriedades que auxiliam no combate à hipertensão. O própolis é um composto de cera criado e usado pelas abelhas para tapar fissuras nas colmeias à base de compostos aromáticos, ceras, flavonóides, terpenóides, álcoois e pólen. A estrutura química dessa substância varia segundo a estação do ano, a floração e a região onde os insetos fazem suas coletas. Um dos grandes objetivos deste trabalho é fomentar o uso e o aproveitamento de um "recurso desperdiçado" no México. Os investigadores estimam que, atualmente, sejam aproveitadas apenas seis toneladas anuais de própolis no país, apesar de este ser considerado o sexto produtor de mel no mundo. A substância é usada com mais frequência na prevenção e no tratamento da tosse, embora sua ação terapêutica seja variada e sirva também para tratar cicatrizes, inflamações, alergias, viroses e dores. Efeitos eficazes Os cientistas comprovaram os efeitos dessa substância sobre os microorganismos que causam cáries – Porphyromonas gingivalis e Streptococcus mutans – e já conseguiram isolar alguns compostos que servem para combatê-las. Estes atuam sobre as enzimas glicosiltransferasas do Streptococcus mutans, responsáveis pelo aumento na produção da placa bacteriana. A equipe desenvolveu, então, um projeto para determinar o efeito cardiovascular dos compostos de própolis. Para isso, os especialistas vão ter que separar os compostos com procedimentos químicos e avaliar a reação biológica. Depois, em colaboração com a Universidade Autónoma de Querétaro, farão testes com a aorta isolada de ratos. Posteriormente, algumas cobaias vão tomar a substância por via oral. Os dois projetos serão realizados com 15 tipos de própolis, concedidos por diferentes produtores.

http://biologias.com/noticias/1003/Substancia-produzida-por-abelhas-eficaz-contra-caries

Comentário: Apesar do própolis ser um tipo de substância doce, ele pode ser uma ajuda contra a cárie dentária, que é criada através de açúcares nos dentes, e além de ajudar na dentição, o própolis também pode ser usado no tratamento e na prevenção da tosse...