quarta-feira, 29 de junho de 2011

13 por cento das aves estão em perigo de extinção

10/06/11

Lista Vermelha foi atualizada e publicada pela União Internacional de Conservação da Natureza
De acordo com a Lista Vermelha de 2011, da União Internacional de Conservação da Natureza (UICN), divulgada esta semana, encontra-se em perigo de extinção o maior número de espécies de aves de sempre. Este ano o número subiu para 1253, representando 13 por cento do total das espécies de todo o mundo. Há no entanto algumas as espécies que viram o seu estatuto melhorado, entre elas consta o pombo-trocaz, da ilha da Madeira. A Abetarda-da-índia (Ardeotis nigriceps) subiu na lista para "Criticamente em Perigo", o maior nível de ameaça. A caça, a perturbação e a perda de habitat e a sua fragmentação são as razões que contribuíram para reduzir a população desta espécie para 250 indivíduos. Com um metro de altura, pesando quase 15 quilogramas, esta ave já teve uma larga dispersão na Índia e no Paquistão, mas agora está restrita a fragmentos pequenos e isolados do restante do habitat. Stuart Butchart, o Coordenador Global de Pesquisa da BirdLife International afirma que “as aves são uma janela para o resto da natureza. São indicadores muito úteis da saúde do ecossistema: se estão mal, então o mesmo acontece à fauna em geral”. “Num mundo cada vez mais lotado, as espécies que precisam de muito espaço, como a abetarda-da-índia, estão a desaparecer. No entanto, o ser humano é o que sai mais a perder a longo prazo, com a perda dos serviços que a natureza lhe proporciona”, considera Leon Bennum director da Ciência e da Política da BirdLife International.

Caso português
Para o pombo-trocaz (Columba trocaz) as notícias não são tão más, já que não se encontra num nível de perigo tão elevado e foi promovido do estatuto de "Quase Ameaçado" para a categoria de "Pouco Preocupante", na sequência das medidas de conservação e da protecção que a espécie tem no Parque Natural da Madeira. Luís Costa, diretor executivo da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) salienta que “este resultado é um prémio para a continuação do trabalho de conservação, e não um sinal que o trabalho terminou. A floresta de laurissilva é um sistema frágil que deve ser valorizado e alvo de medidas de conservação para que possamos manter o objectivo da salvaguarda do nosso património e biodiversidade.” Em São Tomé e Príncipe, algumas das aves que surgem na Lista Vermelha, apresentam, segundo alguns investigadores portugueses, um risco de extinção mais acentuado do que aquele que aparece mencionado nesta publicação. O pombo-de-são-tomé, por exemplo, aparece como uma espécie “Quase Ameaçado”. Segundo Mariana Carvalho, que está a realizar um estudo de doutoramento sobre a caça em São Tomé, este devia ser reclassificado como "Em perigo", uma vez que há claros indícios do declínio da população.


http://biologias.com/noticias/974/13-por-cento-das-aves-estao-em-perigo-de-extincao


Comentário: Hoje em dia, vários animais estão em extinção, porem as aves são as que mais sofrem com isso praticamente, pois com a caça, a perturbação e a perda de habitat, elas não tem mais onde ficar, e acabam morrendo..

Doença de Chagas pega 'carona' em lesão celular

29/06/11

Pesquisadores brasileiros e americanos demonstraram como o protozoário Trypanosoma cruzi, causador da doença de Chagas, aproveita um mecanismo próprio de reparo da membrana da célula hospedeira para invadi-la. Um artigo sobre o trabalho, publicado no periódico especializado Journal of Experimental Medicine, detalha o mecanismo da infecção. Quando membranas celulares sofrem danos, os lisossomos – organelas celulares que degradam partículas provenientes do meio extracelular - são recrutados para se fundir ao revestimento da célula, reparando a lesão. A pesquisadora brasileira Maria Cecília Di Ciero Fernandes, pós-doutoranda da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, observou então que o parasita se vale deste processo para invadir a célula: induz uma lesão para que, durante o reparo, seja carregado ao interior da célula. Os lisossomos, que deveriam recuperar o dano, liberam uma enzima que promove a entrada do parasita ao estimular um processo conhecido como endocitose, pelo qual as células vivas absorvem material externo através da membrana celular. O trabalho explica também por que estes parasitas tendem a infectar certos músculos, em particular do coração, já que nestes tecidos os processos de reparo ocorrem com mais frequência. Por este motivo também a doença ocasiona a insuficiência cardíaca (o coração fica dilatado e não bombeia corretamente o sangue) e desordens do sistema digestivo (esôfago ou cólon dilatados, dificultando a ingestão de alimentos e passagem das fezes pelo intestino).

http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/protozario-causador-da-chagas-pega-carona-em-processo-de-reparo-para-invadir-celula

Comentário: Esse protozoário pode causar várias doenças, e se algum dos mesmos entrar em alguma célula, consegue alterar organelas e pode causar muitos danos ao corpo, como insuficiência cardíaca e desordens do sistema nervoso.

Equipe identifica proteína que ativa reparo do DNA

17/06/2011

Pesquisadores da Universidade de Rochester, nos EUA, identificaram uma proteína que desempenha um papel crucial no reparo do DNA. A descoberta pode levar a novos tratamentos contra doenças como o câncer e o envelhecimento precoce. Células humanas estão constantemente expostas a agressões externas (substâncias tóxicas do ambiente, como a fumaça do cigarro ou poluição, radiação) ou erros nos processos celulares rotineiros que podem causar danos ao DNA. Estes danos podem ter consequências graves porque o código genético contém as informações essenciais para a fabricação e manutenção das células. Uma pequena alteração em sua estrutura pode afetar o processo pelo qual a informação de cada trecho é repassada para a produção de proteínas. O tipo mais grave de dano ao DNA é a quebra das duas fitas que o compõem, o que pode levar ao envelhecimento prematuro ou ao câncer. Atenta a esse dano, a equipe de Rochester estudou situações em que as células sucumbem às agressões externas e descobriu que, para tentar repará-lo, o corpo produz uma quantidade maior de uma proteína chamada SIRT6. O próximo passo agora é entender o que potencializa a atividade da proteína SIRT6 no corpo e o sucesso da reparação. Com isso, novos remédios que estimulem o reparo de danos ao DNA poderão ser desenvolvidos. Um artigo sobre a descoberta foi publicado na Science.

http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/pesquisadores-identificam

Comentário: Com a descoberta dessa proteína na célula, os cientistas podem descobrir novos meios de tratamentos contra doenças sérias, e assim pode ou não levar a morte, e com o descobrimento dessas proteínas, pode evitar casos como estes.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Testes de Ácido Nucleico em toda a Europa

19/06/11

Introdução da tecnologia aumenta segurança na transfusão sanguínea O Congresso da Sociedade Internacional de Transfusões de Sangue arranca amanhã, em Lisboa. Uma das novidades do encontro é a introdução dos Testes de Ácido Nucleico (NAT, na sigla inglesa) em toda a Europa, possibilitando um aumento considerável na segurança da transfusão sanguínea. Ao Ciência Hoje, Peter Maag, presidente da Novartis Diagnosticos, explica que estes NAT tratam-se de “uma técnica bioquímica usada para detectar um vírus ou uma bactéria”. Ou seja, “detectam automaticamente os vírus e microrganismos infecciosos no material genético (DNA e RNA)”. Os primeiros testes desenvolvidos para identificar as dádivas de sangue relativamente às doenças infecciosas, conhecidos como testes de sorologia, detectavam antígenos virais e anticorpos que o sistema imunitário cria para combater doenças. A mais recente tecnologia introduzida “é diferente do teste sorológico porque analisa o material genético de organismos causadores de doenças, ao invés da resposta do organismo à doença”. Segundo o responsável, “novas tecnologias moleculares como as plataformas de triagem automatizadas NAT revolucionaram a capacidade dos bancos de sangue de interceptar de forma eficiente patógenos potencialmente infecciosas como o HIV, vírus da hepatite C, vírus da hepatite B e vírus do Nilo Ocidental, continuando a garantir a pontualidade da disponibilidade de sangue. Porque o NAT não depende de resposta do sistema imunitário a um vírus, encurta o tempo entre a infecção e quando a detecção dessa infecção é possível”. Peter Maag afirma que “os NAT foram introduzidos na Europa pela indústria farmacêutica em 1995 e, por consequência usados para fazer triagem de dadores de sangue em muitos países europeus. Foram introduzidos em França, Alemanha, Itália, Espanha, Suíça e ainda no Reino Unido entre 1999 e 2011 na detecção do HCV”. Mais recentemente, “estes testes foram introduzidos progressivamente por toda a Europa”. Nos dias de hoje, “os testes de Ácido Nucleico são usados na Europa para examinar as dádivas de sangue para a hepatite B (HBV) e da hepatite C (HCV), e o HIV e, nalguns casos o Vírus do Nilo Ocidental”, continua. E mais acrescenta, “em Portugal, 100 por cento de 400.000 unidades anuais de sangue doadas são analisadas com a tecnologia NAT para o HIV, a HCV e a HBV”.

http://biologias.com/noticias/985/Testes-de-Acido-Nucleico-em-toda-a-Europa

Comentário: Com esse teste e essa tecnologia na Europa, podemos ter varias vantagens, como: o aumento de segurança na transfusão sanguínea, a possibilidade de um aumento considerável na segurança da transfusão sanguínea, podem detectar os vírus e microrganismos infecciosos no material genético, entre outros, e com isso conseguem obter uma informação a mais sobre o que está ocorrendo no material genético.